As exportações de milho do Brasil dispararam em maio de 2026, superando em mais de cinco vezes o volume embarcado no mesmo mês do ano anterior. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o país exportou 201.735,3 toneladas do cereal até a terceira semana do mês, um crescimento significativo em relação às 38.928,1 toneladas registradas em maio de 2025.
Esse aumento expressivo destaca a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, especialmente em um cenário de ampliação da oferta global e busca por origens mais vantajosas. A combinação de uma segunda safra robusta e a demanda externa aquecida tem impulsionado os embarques, beneficiando tanto os produtores quanto a economia nacional.
Crescimento da média diária de exportações
Considerando os 15 dias úteis de maio, a média diária de exportações alcançou 13.449 toneladas, um impressionante avanço de 625,5% em comparação com as 1.853,7 toneladas diárias do ano passado. Esse desempenho é resultado do aumento na disponibilidade interna do milho, facilitando o fluxo logístico nos portos brasileiros.
Apesar da queda nos preços internacionais do milho, o volume elevado de embarques garantiu um aumento significativo na receita das vendas externas. A média diária de faturamento atingiu US$ 3,585 milhões até a terceira semana de maio, um crescimento de 314,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Impacto nos preços e faturamento
Embora o preço médio da tonelada exportada tenha caído 42,9% em relação ao ano passado, o aumento no volume exportado resultou em um faturamento acumulado de US$ 53,775 milhões até a terceira semana de maio. Esse valor já supera os US$ 18,182 milhões registrados em todo o mês de maio de 2025, indicando uma recuperação nas exportações do cereal.
A expectativa é que os embarques continuem crescendo nas próximas semanas, impulsionados pela entrada mais intensa da safrinha no mercado. Para os produtores, isso representa uma oportunidade de aumentar a lucratividade, enquanto para os consumidores, um possível impacto nos preços do milho e seus derivados no mercado interno.











