Se você está planejando uma viagem para o exterior, os Estados Unidos podem ser uma opção interessante, mas é importante ficar atento às mudanças nas exportações brasileiras para o país. Em maio de 2026, as exportações do Brasil para os EUA caíram 14% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Essa queda é um reflexo das tarifas impostas pelo governo anterior dos EUA, que começaram a vigorar em agosto de 2025. Apesar da redução, especialistas acreditam que ainda não é possível afirmar que houve uma mudança estrutural nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Dados do Comércio Bilateral
Os números de maio mostram que as exportações para os EUA totalizaram US$ 3,09 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 3,21 bilhões, resultando em um déficit comercial de US$ 121 milhões. No acumulado de janeiro a maio, as exportações somaram US$ 14,01 bilhões, uma queda de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras diminuiu, passando de 12% em maio de 2025 para 9,7% em maio de 2026. Essa mudança pode influenciar a forma como os brasileiros planejam suas compras e investimentos no exterior.
A China em Ascensão
Enquanto as exportações para os EUA enfrentam dificuldades, a China se destaca como o principal destino das exportações brasileiras. Em maio, as vendas para o país asiático cresceram 9,5%, totalizando US$ 10,5 bilhões. Essa tendência pode ser um indicativo de novas oportunidades para os viajantes brasileiros que buscam produtos e experiências no mercado chinês.
O superávit comercial com a China também é significativo, alcançando US$ 3,7 bilhões em maio. Essa situação pode abrir portas para negócios e intercâmbios culturais entre os dois países, tornando a China um destino cada vez mais atraente para os brasileiros.
Impacto do Petróleo
Outro ponto a ser considerado é o impacto do petróleo nas exportações brasileiras. Em maio, as exportações de combustíveis derivados de petróleo cresceram 75,2% em volume, impulsionadas por fatores externos como conflitos no Oriente Médio. Essa dinâmica pode afetar os preços e a disponibilidade de combustíveis, influenciando também as viagens internacionais.
Com um superávit comercial acumulado de US$ 32,662 bilhões nos primeiros cinco meses de 2026, o Brasil continua a se destacar no comércio internacional, especialmente em setores ligados à energia e commodities. Para os viajantes, isso pode significar oportunidades de explorar novos mercados e produtos durante suas viagens.











