O Sistema FAEP está analisando a implementação de um modelo de incentivo à suinocultura no Paraná, inspirado no programa “Leitão Vida” do Mato Grosso do Sul. A proposta foi discutida em reunião da Comissão Técnica de Suinocultura, realizada no dia 18 de maio. O foco é a criação de bonificações financeiras para suinocultores que atendem a critérios de sustentabilidade, biossegurança e eficiência produtiva.
Atualmente, o Paraná é o segundo maior produtor de suínos do Brasil, com aproximadamente 12,9 milhões de animais abatidos em 2025. Essa representatividade, que corresponde a cerca de 21% do total nacional, destaca a importância de políticas de incentivo para manter a competitividade do setor. O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, enfatiza a necessidade de valorizar os suinocultores e estimular investimentos em inovação.
Modelo de Incentivo e Seus Benefícios
O programa “Leitão Vida” estabelece critérios técnicos que os produtores devem seguir para receber as bonificações. Esses critérios são divididos em seis pilares, que incluem sustentabilidade social, econômica e ambiental, além de biossegurança, bem-estar animal e eficiência produtiva. A bonificação é proporcional ao número de animais abatidos e ao nível de conformidade com as exigências.
As auditorias, realizadas pela Asumas, garantem a verificação técnica nas propriedades. Esse processo é fundamental para assegurar que os produtores estejam realmente cumprindo os requisitos do programa. Segundo a Asumas, as visitas são feitas de forma a respeitar o ciclo produtivo das granjas, sempre com a supervisão do responsável técnico.
Os resultados do programa no Mato Grosso do Sul têm sido positivos, com ganhos em produtividade e governança. O diretor executivo da Asumas, Lucas Ingold, destaca que os produtores estão se esforçando para melhorar seu status sanitário e atender aos requisitos ambientais. Essa modernização é vista como essencial para o futuro da suinocultura na região.
A presidente da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, Deborah de Geus, acredita que a experiência do Mato Grosso do Sul pode servir de modelo para o Paraná. A análise da viabilidade do programa inclui a adaptação das regras e o impacto que isso pode ter sobre os produtores locais. A expectativa é que um sistema de bonificação similar possa contribuir para o desenvolvimento rural e a melhoria contínua da atividade.
Com a possível adoção do modelo, o Paraná pode não apenas reforçar sua posição de liderança na suinocultura brasileira, mas também promover práticas mais sustentáveis e inovadoras. Essa mudança pode beneficiar tanto os produtores, que terão mais recursos para investir, quanto os consumidores, que poderão contar com produtos de maior qualidade e responsabilidade ambiental.











