A colheita do feijão da segunda safra no Rio Grande do Sul foi marcada por uma queda significativa de 45,7% na área plantada, totalizando 9.818 hectares. Apesar dessa redução expressiva, a produtividade média do estado superou as expectativas, alcançando 1.414 quilos por hectare, um resultado ligeiramente acima da previsão inicial de 1.401 kg/ha.
Na região de Ijuí, um dos principais polos produtores de feijão do estado, a produtividade média foi de 1.604 quilos por hectare. Contudo, esse número ficou abaixo das projeções, impactado pelas geadas que afetaram as lavouras durante os estágios críticos de desenvolvimento da cultura.
Impacto das condições climáticas
As geadas registradas durante o ciclo da segunda safra comprometeram o potencial produtivo em várias áreas cultivadas. Mesmo assim, os resultados foram considerados satisfatórios, refletindo a resiliência dos produtores diante das adversidades climáticas.
No mercado, a situação também apresenta desafios. A saca de 60 quilos de feijão foi negociada, em média, a R$ 179,73, uma queda de 1,36% em relação à semana anterior, quando o preço era de R$ 182,20. Essa desvalorização é comum no encerramento da colheita, quando a maior oferta do produto tende a pressionar os preços para baixo.
Embora a área plantada tenha diminuído, a manutenção de uma produtividade satisfatória é um indicativo da eficiência das lavouras que permaneceram. Para os produtores, o cenário atual exige atenção às flutuações de preços e às condições climáticas, que continuarão a ser fatores determinantes para o planejamento da próxima safra.
O comportamento do mercado e a produtividade das lavouras são aspectos cruciais que impactam não apenas os agricultores, mas também a economia regional. A capacidade de adaptação e a adoção de tecnologias sustentáveis podem ser diferenciais importantes para o futuro do cultivo de feijão no estado.











