Começa nesta quarta-feira, 20 de junho, a 18ª edição do In-Edit Brasil, um festival que celebra o documentário musical e traz à tona histórias e figuras icônicas da música nacional e internacional. O evento acontece em diversas salas de cinema de São Paulo e promete uma programação rica e diversificada.
Destaques da Programação
Entre os filmes em destaque, está a pré-estreia do documentário sobre Jocy de Oliveira, uma das pioneiras da música eletrônica no Brasil, e uma obra dedicada a Alaíde Costa, que aborda o racismo enfrentado pela artista na bossa nova. Essas narrativas são fundamentais para entender a evolução da música no Brasil e suas complexidades sociais.
Outros títulos relevantes incluem um filme sobre o icônico Canecão, que foi palco de grandes nomes da música brasileira, e um documentário que explora a psicodelia pernambucana através do álbum “Vivo!” de Alceu Valença. O festival também apresenta um trabalho que acompanha o músico Mateus Aleluia em sua jornada pelos locais sagrados do candomblé na Bahia.
Marcelo Aliche, diretor do In-Edit Brasil, ressalta a diversidade musical do evento, que conta com mais de duzentos documentários nacionais. Ele destaca a riqueza cultural do Brasil, que varia de ritmos como rock a tradições como as de Ari Barroso, refletindo a pluralidade da música brasileira.
Nesta edição, o festival se preocupa com a inclusão, oferecendo mais de 100 sessões com recursos de acessibilidade, como libras e audiodescrição. Essa iniciativa é um passo importante para garantir que todos possam desfrutar das experiências oferecidas.
Atividades Paralelas
Além das exibições, o In-Edit Brasil promove uma série de atividades paralelas, como uma feira de vinil na Cinemateca e apresentações de artistas como Alaíde Costa e Fernanda Abreu em várias casas de show da cidade. Essas atividades proporcionam uma conexão direta entre o público e os artistas retratados nos documentários.
Aliche menciona que a programação paralela é uma extensão dos temas abordados nos filmes, permitindo que o público tenha uma experiência mais completa. Ele acredita que essas interações enriquecem a compreensão das obras e ampliam o diálogo sobre a música brasileira.
Para aqueles que não estão em São Paulo, uma parte da programação poderá ser assistida online, através de plataformas como “Itaú Cultural Play” e “Sesc em Casa”. O festival segue até o dia 28 de junho, com todas as sessões gratuitas, bastando retirar ingressos uma hora antes das exibições.











