Setor suinícola em alerta com fim da escala 6×1 e custos altos
Imagem: Reprodução
Agro

Setor suinícola em alerta com fim da escala 6×1 e custos altos

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A proposta de substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 tem gerado preocupações no setor suinícola brasileiro. A mudança pode impactar significativamente os custos de produção, segundo Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).

De acordo com Lorenzi, a suinocultura exige operações contínuas, com monitoramento diário dos animais e funcionamento ininterrupto das estruturas produtivas. A nova jornada de trabalho pode forçar os produtores a contratarem mais funcionários, elevando os custos com salários e encargos trabalhistas.

Impactos nos custos de produção

Para os pequenos produtores, o aumento dos custos pode ser ainda mais desafiador em um cenário já marcado por margens reduzidas. A ACCS alerta que a alteração na jornada de trabalho poderá pressionar as finanças das empresas, comprometendo a competitividade do setor.

Além disso, parte dos custos adicionais pode ser repassada ao consumidor, resultando em preços mais altos para os produtos de origem suinícola. Isso pode afetar a cadeia de proteínas animais e, consequentemente, o poder de compra das famílias brasileiras.

Reflexos no mercado de trabalho

A discussão sobre a nova jornada de trabalho também levanta questões sobre o mercado de trabalho. Embora a redução da carga horária possa oferecer mais tempo livre aos trabalhadores, o aumento dos preços pode impactar negativamente o custo de vida.

As empresas podem buscar alternativas para equilibrar suas estruturas de custos, o que pode influenciar contratações e políticas salariais. A ACCS destaca a importância de considerar as particularidades do setor produtivo nas discussões sobre mudanças trabalhistas.

Competitividade internacional em risco

A ACCS expressa preocupação com a competitividade do Brasil em relação a outros países que estão adotando políticas favoráveis aos investimentos. A carga tributária, a legislação trabalhista e os custos operacionais são fatores que influenciam as decisões empresariais e a capacidade de crescimento do agronegócio.

À medida que o debate sobre a jornada de trabalho avança, produtores, indústrias e trabalhadores permanecem atentos aos desdobramentos da proposta. A sustentabilidade financeira das atividades produtivas e a competitividade do setor são questões centrais para o futuro do agronegócio brasileiro.

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