A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de Uberlândia, em ação conjunta com as FICCOs de São Paulo e do Rio de Janeiro e apoio da Polícia Militar de São Paulo, prendeu, na noite desta sexta-feira (28), em Campos do Jordão (SP), Yago Araújo Silva Santos, de 27 anos. Ele é apontado como o segundo principal líder da organização criminosa investigada na Operação Luxury.
Segundo as investigações, o suspeito estava foragido desde 15 de maio de 2026, quando a operação foi realizada. Após a ação policial, ele teria se mudado para São Paulo com a namorada e passado a utilizar identidades falsas para permanecer escondido.
Yago foi localizado na região central de Campos do Jordão, acompanhado da companheira, quando os dois saíam de um restaurante de alto padrão. O casal estava em uma BMW avaliada atualmente em cerca de R$ 234 mil.
De acordo com a FICCO, o investigado exercia uma função de liderança na organização criminosa, com atuação estratégica na logística e na movimentação financeira do grupo. As investigações apontam que ele participava da coordenação do transporte interestadual de grandes quantidades de drogas, além da circulação, ocultação e dissimulação de valores provenientes das atividades criminosas.
Após a prisão, equipes realizaram buscas na residência utilizada pelo foragido em São Paulo, na manhã deste sábado (29). Foram apreendidos relógios, joias, roupas, acessórios e documentos, principalmente bancários, que podem indicar a continuidade das atividades criminosas.
Durante as investigações, a polícia identificou um padrão de vida considerado incompatível com a capacidade financeira formalmente conhecida de Yago e de sua companheira. O casal teria morado em um condomínio de alto padrão em Uberlândia e utilizado veículos de elevado valor.
A companheira do suspeito, apontada como influencer na cidade, também publicava nas redes sociais viagens, roupas e passeios associados a um padrão de vida elevado. Entre os registros identificados pelos investigadores está uma viagem recente à Europa, incluindo um período festivo em Ibiza, na Espanha.
A Operação Luxury teve origem em uma investigação iniciada após a apreensão de aproximadamente 1,1 tonelada de maconha, em 1º de abril de 2025, em Frutal, no Triângulo Mineiro. A partir desse caso, os investigadores identificaram outros transportes de drogas e uma estrutura organizada para levar grandes quantidades de entorpecentes provenientes de Mato Grosso do Sul para diferentes regiões do país.
Segundo as investigações, o grupo utilizava veículos de apoio, conhecidos como “batedores”, além de propriedades rurais para o descarregamento e o transbordo das cargas. Ao longo da apuração, foram identificados pelo menos oito episódios relacionados a apreensões de drogas atribuídas ao grupo, totalizando aproximadamente 6 toneladas de maconha.
Yago foi indiciado pela FICCO pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Posteriormente, ele foi denunciado pelo Ministério Público pelos mesmos crimes. Considerando as penas máximas previstas para os delitos atribuídos a ele, a soma pode chegar a 53 anos de prisão, conforme as acusações apresentadas no processo.
Após a prisão, o investigado foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Campos do Jordão, onde permanece à disposição da Justiça.











