A FS e a Amaggi firmaram um acordo estratégico de US$ 100 milhões, que marca um novo capítulo na atuação das duas gigantes do agronegócio brasileiro. Com essa parceria, a Amaggi passa a deter 40% do capital social da FS, fortalecendo a presença da trading no setor de etanol de milho e nutrição animal.
A operação foi concluída após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e representa um passo importante para a integração entre grãos, biocombustíveis e logística. A FS é reconhecida por sua inovação e sustentabilidade na produção de etanol, enquanto a Amaggi é a maior empresa de capital totalmente brasileiro na cadeia de soja, milho e algodão.
Acordo fortalece a cadeia produtiva
Essa união entre as duas empresas visa otimizar a originação de milho e expandir as exportações, áreas críticas para o crescimento do setor. A Amaggi, com quase 50 anos de atuação, busca verticalizar sua produção, indo além da comercialização de grãos e se consolidando em cadeias de maior valor agregado.
Com a entrada da Amaggi, a FS planeja acelerar sua expansão industrial, com a inauguração de duas novas unidades produtivas nos próximos anos. A quarta planta deve ser inaugurada em Campo Novo do Parecis (MT) até o final de 2026, e a quinta em Querência (MT) em julho de 2027.
Essas novas unidades aumentarão a capacidade de produção da FS para 3,8 bilhões de litros de etanol de milho e 3 milhões de toneladas de DDG, um insumo essencial na alimentação animal. Essa expansão não só beneficiará as empresas, mas também terá um impacto positivo na economia regional, gerando empregos e movimentando a cadeia produtiva.
O acordo entre FS e Amaggi é um reflexo do avanço do agronegócio brasileiro na integração industrial, especialmente no Centro-Oeste. Essa sinergia entre produção de grãos, biocombustíveis e infraestrutura logística está criando novos modelos de negócio e fortalecendo o Brasil no mercado global de biocombustíveis e proteínas vegetais.
Com a união, as empresas não apenas ampliam sua capacidade de geração de valor, mas também reafirmam seu compromisso com práticas sustentáveis e eficiência operacional. O futuro do agronegócio brasileiro parece promissor, com inovações e parcerias que visam um crescimento sustentável e integrado.











