O Governo de Santa Catarina lançou o Projeto Sementes Certificadas de Arroz, com investimento de R$ 10,1 milhões, visando fortalecer a cadeia produtiva do arroz irrigado no estado. A iniciativa foi anunciada durante o Seminário Sul Catarinense de Arroz Irrigado, realizado em Turvo, e faz parte do Programa Terra Boa, da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape).
A proposta tem como objetivo aumentar o uso de sementes certificadas nas lavouras catarinenses, elevando a produtividade e a qualidade do arroz produzido. Além disso, busca reduzir os riscos associados ao uso de sementes irregulares, conhecidas como “piratas”, que ainda são utilizadas por alguns produtores.
Benefícios para os Produtores Rurais
O programa prevê a aquisição de até 77 mil sacas de sementes certificadas, com um limite de 40 sacas de 50 quilos por produtor e subsídio máximo de R$ 4,8 mil por beneficiário. A expectativa é beneficiar mais de 2 mil agricultores familiares e produtores rurais em diversas regiões de Santa Catarina.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a iniciativa reforça o compromisso do governo com o setor orizícola. “O projeto amplia o apoio ao produtor rural, incentivando o uso de sementes de qualidade para garantir mais segurança e competitividade no campo”, afirmou.
As sementes do programa deverão ser de variedades desenvolvidas pela Epagri e produzidas por associados da Associação Catarinense de Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa). Isso assegura rastreabilidade e qualidade genética, fundamentais para a segurança do produtor rural.
Desafios e Oportunidades no Setor
Apesar do crescimento do setor, que alcançou uma produção recorde de 1,3 milhão de toneladas na safra 2024/2025, o uso de sementes não certificadas ainda é uma preocupação. Essas sementes podem comprometer a qualidade da produção e aumentar os custos, além de gerar problemas jurídicos para os agricultores.
O diretor de Cooperativismo e Desenvolvimento Rural da Sape, Léo Kroth, alertou sobre os riscos associados ao uso de sementes irregulares, que podem prejudicar o acesso a seguros agrícolas e gerar insegurança em caso de perdas nas lavouras. Com a nova política de incentivo, o governo catarinense busca elevar a competitividade do setor e garantir maior sustentabilidade econômica aos produtores rurais.











