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Governo prevê enviar após eleições MP que definirá alíquotas do Imposto Seletivo
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Turismo

Governo prevê enviar após eleições MP que definirá alíquotas do Imposto Seletivo

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal pretende encaminhar ao Congresso Nacional, após o segundo turno das eleições, a medida provisória (MP) que estabelecerá as alíquotas do Imposto Seletivo.

Segundo Durigan, o acordo com os setores econômicos que serão afetados foi concluído nesta semana. Uma nova reunião sobre o tema está prevista para a próxima semana.

“Concluímos um acordo essa semana. Na semana que vem vai ter uma reunião, com o compromisso do governo do presidente Lula de encaminhar o acordo feito com os setores para o Congresso após as eleições”, declarou o ministro a jornalistas.

O adiamento do envio da proposta busca evitar que a discussão tenha impacto político durante a campanha eleitoral. A arrecadação com o chamado “imposto do pecado” deve chegar a R$ 41,9 bilhões em 2027.

A proposta prevê manter a carga tributária atualmente cobrada pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nos setores que passarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo a partir de 2027. Estão incluídos veículos, embarcações e aeronaves; cigarros e outros produtos derivados do tabaco; bebidas alcoólicas e açucaradas; bens minerais; além de concursos de prognósticos e modalidades de apostas esportivas.

A cobrança do novo imposto poderá começar apenas no fim de janeiro ou no início de fevereiro de 2027. Para que a tributação entrasse em vigor em 1º de janeiro, a medida provisória precisaria ter sido enviada até 2 de outubro de 2026.

Durante a entrevista, Durigan também defendeu a continuidade da implementação da reforma tributária sobre o consumo, prevista para avançar em 2027. O ministro rebateu críticas ao mecanismo de split payment, ou pagamento dividido, que prevê o recolhimento do tributo no momento da transação financeira.

De acordo com Durigan, a implantação será gradual e começará de forma opcional nas operações entre empresas. Pequenos negócios que vendem diretamente ao consumidor final não serão atingidos inicialmente. “O split payment começa a valer de maneira opcional e gradual na relação entre empresa e empresa”, afirmou.

O ministro também disse que o governo pretende apoiar as empresas durante a transição, com linhas de crédito e ajustes normativos caso sejam identificadas dificuldades de adaptação.

Durigan argumentou ainda que o fim da substituição tributária poderá melhorar o fluxo de caixa das empresas. No modelo atual, em determinadas operações, uma empresa recolhe antecipadamente tributos referentes a etapas posteriores da cadeia produtiva. Com a reforma, a expectativa é que cada elo recolha o imposto correspondente à própria obrigação tributária.

O ministro contestou informações divulgadas nos últimos dias sobre o split payment. Na avaliação dele, parte das críticas amplia a desinformação e gera insegurança entre os empresários. “Tem algumas questões que são importantes esclarecer para a gente tirar confusão, desinformação e dúvida que muitas vezes pode estar aparecendo até propositalmente”, declarou.

Durigan também rejeitou a possibilidade de prorrogação da reforma. Segundo ele, a medida adiaria decisões já aprovadas pelo Congresso, como a desoneração de tributos sobre produtos da cesta básica nacional e o mecanismo de cashback, que prevê a devolução de impostos a determinados consumidores.

O ministro defendeu que a implementação siga o calendário previsto e ressaltou a importância de esclarecer as regras para reduzir as incertezas durante a transição para o novo sistema tributário.

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