
A inflação em Uberlândia voltou a registrar alta no mês de março, com variação de 0,49%, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos, Pesquisas e Projetos Econômico-Sociais (Cepes) da Universidade Federal de Uberlândia. O levantamento aponta que, apesar de um controle relativo no índice geral de preços, o aumento nos alimentos segue impactando diretamente o custo de vida da população.
De acordo com o boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a inflação foi puxada principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, que mais uma vez apareceu como o principal responsável pela alta mensal. Produtos básicos do dia a dia, especialmente itens hortifrutigranjeiros e alimentação fora do domicílio, apresentaram variações expressivas e pressionaram o orçamento das famílias.
Mesmo com a elevação registrada em março, o comportamento da inflação em Uberlândia segue, em geral, abaixo de indicadores nacionais em diferentes períodos, refletindo uma dinâmica local de preços mais moderada. Ainda assim, especialistas alertam que o peso dos alimentos continua sendo determinante para a percepção de custo de vida, principalmente entre as famílias de menor renda.
No caso da cesta básica, o cenário é de pressão. Embora alguns produtos apresentem quedas pontuais, a alta acumulada ao longo dos últimos meses mantém o custo elevado. Em levantamentos recentes do Cepes/UFU, itens como tomate, leite e café figuram entre os principais responsáveis pelas oscilações, demonstrando a volatilidade dos preços no setor alimentício.
Os dados também reforçam o impacto direto no trabalhador. O valor da cesta básica ainda compromete uma parcela significativa da renda mensal, exigindo um número elevado de horas de trabalho para sua aquisição e evidenciando a dificuldade de equilíbrio financeiro para muitas famílias.
A divulgação integra os boletins mensais elaborados pelo Cepes, que acompanham tanto a inflação quanto o custo da cesta básica em Uberlândia. As informações completas estão disponíveis no portal de notícias da UFU, que realiza o monitoramento contínuo dos indicadores econômicos locais.
O cenário reforça um alerta já conhecido: mesmo quando a inflação geral se mantém sob controle, o aumento dos alimentos continua sendo o principal vilão no bolso do consumidor.