Dois integrantes da campanha de Abelardo de la Espriella, candidato à presidência da Colômbia, foram assassinados em um ataque armado na última sexta-feira, 15 de maio. O ocorrido, que se deu em uma área rural do departamento de Meta, levanta preocupações sobre a segurança no contexto eleitoral colombiano.
As vítimas, Rogers Mauricio Devia, coordenador local da campanha, e Eder Fabián Cardona, seu assessor, foram abordados por quatro homens armados em motocicletas. O ataque aconteceu após eles terem recolhido material de propaganda eleitoral, evidenciando a vulnerabilidade dos candidatos em meio a um ambiente de crescente violência.
Contexto eleitoral e segurança
A Defensoria do Povo da Colômbia classificou os assassinatos como “extremamente graves”, ressaltando que tais atos afetam o exercício dos direitos políticos e a participação democrática no país. A segurança se tornou um tema central nas eleições presidenciais marcadas para 31 de maio, com candidatos de diferentes espectros políticos denunciando ameaças de morte.
O atual clima de insegurança é exacerbado pela presença de grupos armados na região, que historicamente tem sido um reduto das extintas Farc. Meta, além de ser um corredor do tráfico de cocaína, enfrenta a influência de guerrilheiros que buscam interferir nas eleições por meio da intimidação.
Os principais candidatos, incluindo Iván Cepeda, favorito nas pesquisas, e outros concorrentes de direita, estão adotando medidas de segurança rigorosas. A situação é alarmante, especialmente considerando que a Colômbia tem um histórico de violência política, com vários candidatos assassinados nas décadas de 1980 e 1990.
O assassinato de Miguel Uribe, baleado durante um comício em Bogotá no ano passado, também trouxe à tona o fantasma da violência política. A candidata à vice-presidência de Cepeda, Aida Quilcué, foi sequestrada por dissidentes do acordo de paz de 2016, o que demonstra a gravidade da situação para os políticos no país.
Esses eventos têm repercussões diretas para o Brasil, especialmente em relação às relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. A instabilidade na Colômbia pode afetar a segurança regional e gerar um aumento no fluxo de refugiados, além de impactar o comércio bilateral, que já enfrenta desafios devido a questões políticas e sociais.











