
A Intel confirmou nesta semana que vai receber o total de US$ 3 bilhões em subsídios dos EUA para fornecer chips baseados em sua tecnologia 18A ao Departamento de Defesa. O investimento faz parte do CHIPS Act, mas é separado dos US$ 8,5 bilhões que foram prometidos à companhia anteriormente.
Sendo uma imensa companhia nacional capaz de desenvolver e fabricar tecnologias próprias, a Intel tem uma parceria de longa data com o exército dos EUA. O momento desse último investimento, no entanto, deve ser especialmente oportuno para a empresa.


Além da óbvia vantagem do fluxo monetário ao caixa em um período de crise, a aprovação dos subsídios também impacta na credibilidade do processo 18A. A Intel Foundry tem promovido a tecnologia com esperanças de fabricar não apenas chips próprios, mas também para outras empresas. A aprovação das forças militares dos Estados Unidos deve ajudar no marketing do projeto.


“A Intel está orgulhosa de nossa colaboração continuada com o Departamento de Defesa dos EUA para ajudar a fortalecer os sistemas de segurança de defesa e nacionais da América”, declarou Chris George, executivo da Intel. “O anúncio de hoje ressalta nosso compromisso unificado com o governo dos EUA para fortalecer a cadeia doméstica de suprimento de semicondutores, para assegurar que os Estados Unidos mantenham sua liderança em manufatura avançada, sistemas microeletrônicos e tecnologia de processos”.
O influxo de US$ 3 bilhões pelo governo dos EUA deve ajudar a Intel a esperar mais tranquila o restante do investimento do CHIPS Act. Segundo rumores, a empresa estaria ficando frustrada com a demora das autoridades na liberação de seus US$ 8,5 bilhões em subsídios e outros US$ 11 bilhões em empréstimo.
Mais sobre Intel:
Falando nos boatos, também é interessante que o processo 18A foi aprovado pelo exército dos EUA, porque informações não oficiais circulam na internet dizendo que a Broadcom reprovou a tecnologia. Ainda que os rumores se provem verdadeiros, o aval do Departamento de Defesa dos EUA deve ajudar a limpar a imagem da tecnologia.
Agora é ver se o dinheiro do exército vai ser mais rápido para cair na conta do que o dinheiro para construção de mais fábricas.
Fonte: Tom’s Hardware