Uberlandia, MG Qui, 01 de outubro
23° Máx. 31° · Mín. 22° Parcialmente nublado
Previsão para Uberlândia Hoje: parcialmente nublado
Amanhã, 02/10 27° 21° 88% chuva
sáb, 03/10 27° 20° 92% chuva
dom, 04/10 28° 20° 87% chuva
seg, 05/10 26° 20° 59% chuva
ter, 06/10 27° 19° 71% chuva
qua, 07/10 30° 19° 67% chuva
qui, 08/10 30° 20° 40% chuva
Dados meteorológicos fornecidos por Open-Meteo.
Iphan tomba pela primeira vez um quilombo urbano no Rio de Janeiro
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Cultura

Iphan tomba pela primeira vez um quilombo urbano no Rio de Janeiro

Compartilhar Facebook X WhatsApp Telegram

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou, pela primeira vez, um quilombo urbano no estado do Rio de Janeiro. O Quilombo Ferreira Diniz fica no bairro da Glória, na região central da capital fluminense.

A comunidade integra uma relação de 54 quilombos certificados em todo o estado, segundo a Associação Estadual das Comunidades Quilombolas. O reconhecimento foi formalizado nesta semana, durante reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, com a inscrição no Livro de bens relacionados à presença e à trajetória das comunidades quilombolas.

De acordo com o Iphan, o tombamento considera a importância histórica, cultural e social do quilombo, cuja formação teve início em 1950. Atualmente, o território é ocupado por cerca de 70 pessoas, descendentes das famílias Ferreira e Diniz.

A superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patrícia Corrêa, afirmou que a medida busca proteger os direitos da comunidade quilombola. “O tombamento do Quilombo Ferreira Diniz não diz respeito apenas à proteção de um território, mas à proteção de uma trajetória de resistência de uma comunidade”, declarou. Segundo ela, a iniciativa também reconhece e garante modos de vida e referências materiais e imateriais que fazem parte da história do povo brasileiro, além de assegurar o direito à identidade, à memória e à reparação histórica.

A história do território começou com Maria Isabel Ferreira, descendente de africanos escravizados, que se mudou para o local com o marido, Antônio Dias Peçanha. Entre os moradores está Érida Ferreira, presidente da Associação da Comunidade do Quilombo Urbano. Nascida e criada no espaço, ela destacou que preservar a cultura quilombola amplia as formas de contar a história do Brasil.

“O significado e a importância de manter uma comunidade quilombola é garantir que a gente tenha um futuro com mais diversidade cultural, com mais participação da população negra”, afirmou Érida. Para ela, o território também representa um espaço de convivência, acolhimento e preservação de uma história viva.

A comunidade promove atividades como rodas de capoeira e apresentações musicais e artísticas. O evento de maior movimentação, no entanto, é a feijoada da Tia Cida, realizada toda sexta-feira ao som de uma roda de samba.

Tia Cida afirmou que a culinária tem um papel central em sua trajetória. “Foi através da feijoada que eu criei meus filhos, meus netos e minhas bisnetas. É a minha história, a minha vida”, disse. Ela também ressaltou que a atividade é uma forma de receber pessoas, compartilhar a história da comunidade e preservar a energia do espaço.

Na mesma reunião, o Conselho do Iphan aprovou o registro do Cortejo da Cavalaria de São Gonçalo e São Benedito e o tombamento da Capela do Cristo Operário, ambos no estado de São Paulo. Também foram revalidados os registros do Fandango Caiçara, celebrado no Paraná e em São Paulo, e da Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, realizada no Ceará.

0 votos: 0 positivos, 0 negativos (0 pontos)

Deixe uma resposta
Miramontes 350×700
Notíciasletter
Receba nossas noticias
Um resumo direto no seu e-mail.
Sign In/Sign Up Pesquisar
Loading

Signing-in 3 seconds...

Signing-up 3 seconds...