
Nesta terça-feira (1º), o Irã lançou aproximadamente 120 mísseis balísticos contra Israel, conforme relatado pelas Forças Armadas israelenses. O Irã confirmou o ataque, que ocorre após semanas de aumento das tensões entre Israel e o Hezbollah, grupo extremista financiado pelo regime iraniano.
A maior parte dos mísseis atingiu Tel Aviv, provocando uma série de explosões. A população foi orientada a buscar abrigo em bunkers e abrigos de segurança por mais de uma hora. O espaço aéreo foi temporariamente fechado, mas reaberto após o fim do ataque.
Este ataque marca a primeira resposta direta do Irã aos recentes conflitos envolvendo Israel e o Hezbollah. Embora a maior parte dos mísseis tenha sido interceptada pelo sistema de defesa antimísseis “Domo de Ferro”, alguns atingiram áreas urbanas. Segundo as autoridades israelenses, duas pessoas ficaram levemente feridas. Em paralelo, um atentado nas proximidades de Tel Aviv deixou oito mortos.
Os mísseis iranianos cruzaram os céus de pelo menos dois outros países do Oriente Médio, atingindo Israel por volta das 18h30 no horário local. Pouco tempo depois, uma segunda onda de mísseis foi lançada, conforme reportado pela agência estatal iraniana.
De acordo com a imprensa iraniana, a Universidade de Tel Aviv foi atingida, mas sem relatos de vítimas. Já a mídia israelense relatou que um posto de gasolina foi destruído.
O governo iraniano declarou que o ataque foi uma retaliação à morte dos líderes do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e do Hamas, Ismail Haniyeh, além da incursão militar israelense no Líbano. O Irã afirmou que responderá a qualquer nova ofensiva por parte de Israel.
Após o ataque, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, foi colocado em segurança. O Exército israelense classificou o ataque como “sério” e prometeu retaliação.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ordenou o apoio militar à defesa de Israel, segundo o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.