Israel anunciou a deportação de todos os ativistas estrangeiros detidos durante a tentativa de chegar a Gaza em uma flotilha. Entre os 428 ativistas, estão três mulheres brasileiras, cuja situação ainda é incerta. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026.
A interceptação das embarcações ocorreu na terça-feira, 18 de maio, e os ativistas foram levados para Israel, onde enfrentaram um tratamento considerado degradante. Um vídeo divulgado pelo Ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, mostra a brutalidade da ação, com ativistas sendo agredidos e algemados no chão.
Repercussão Internacional
O caso gerou indignação em várias partes do mundo, especialmente entre organizações de direitos humanos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, afirmou que o país não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval a Gaza, justificando a ação militar.
As ativistas brasileiras envolvidas são Beatriz Moreira, do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB); Ariadne Teles, advogada de direitos humanos; e Thainara Rogério, cidadã espanhola nascida no Brasil. Apesar do anúncio de deportação, o MAB ainda não recebeu informações sobre as condições de saúde e segurança das ativistas.
O MAB tem pressionado o governo brasileiro a garantir a segurança das envolvidas e a transparência nas informações sobre seu retorno. A falta de comunicação oficial tem gerado preocupação entre familiares e apoiadores das ativistas.
Este episódio ressalta a complexidade das relações internacionais e os desafios enfrentados por ativistas que buscam apoiar causas humanitárias. O impacto da situação pode reverberar no Brasil, onde a sociedade civil e o governo estão atentos às questões de direitos humanos e à segurança de seus cidadãos no exterior.











