O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) sugeriu que o senador Jaques Wagner (BA) renuncie à liderança do governo Lula no Senado. A proposta visa proteger a imagem da gestão petista em meio às investigações que envolvem o senador, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal no dia 18 de junho de 2026.
A operação da PF incluiu mandados de busca e apreensão em endereços de Wagner em Salvador e Brasília, no contexto de uma investigação sobre fraudes relacionadas ao banco de Daniel Vorcaro. Correia destacou a importância de Wagner tomar essa decisão para evitar que a situação impacte negativamente o governo.
Contexto da Investigação
O deputado expressou confiança em Wagner, ressaltando que o governo não tem relação com as investigações. No entanto, ele acredita que a renúncia poderia facilitar a defesa do senador e, ao mesmo tempo, deixar o presidente Lula em uma posição mais confortável.
“Provando sua inocência, ele volta [ao posto]”, afirmou Correia, referindo-se à possibilidade de Wagner retornar ao cargo após a resolução do caso. Ele também mencionou que a origem do escândalo remonta ao governo Bolsonaro, sugerindo que o atual governo não deve ficar na defensiva.
Em resposta, Wagner declarou que permanecerá no cargo até que Lula decida o contrário. Ele afirmou que não acredita que o presidente tomará essa decisão, mas reconhece que é um direito do líder do governo.
A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, apura uma suposta relação ilícita entre Wagner, Vorcaro e Augusto Lima. As suspeitas incluem a aquisição de um apartamento de alto padrão e repasses financeiros a uma empresa vinculada ao senador.
Além disso, a PF investiga a atuação de Wagner em temas relacionados ao Banco Master, como mudanças nas regras do crédito consignado. A investigação também menciona indícios de proximidade entre Wagner e Augusto, incluindo mensagens e encontros.











