
Jiri Prochazka nocauteou Jamahal Hill no UFC 311 (Foto: Instagram/UFC)
Jiri Prochazka sempre foi leve para sua divisão, os meio-pesados (até 93kg.) do UFC. Mas um incidente na sauna antes de sua luta contra Jamahal Hill no UFC 311, no dia 18 de janeiro deste ano, quase complicou o lutador tcheco, que por pouco não ficou bem abaixo do seu limite de peso. Afinal de contas, Prochazka correu o risco de repetir o que aconteceu com o lutador francês William Gomis, que teve a luta cancelada após passar mal na pesagem oficial do UFC 301, em maio do ano passado, e subiu na balança 1,6 kg abaixo do limite do peso pena (até 65,7kg.).
Pouco antes de entrar no octógono contra Hill, Prochazka pesava 94,3 kg, apenas 1,6 kg a mais do que seu peso oficial ne pesagem, que foi de 92,7 kg. Para comparação, o tcheco pesava quase 6,3 kg a menos que seu oponente norte-americano, que o enfrentou pesando 100,6 kg. Ele também estava pesando 1,8 kg a menos que o peso médio (até 83,9kg.) Reinier de Ridder, que competiu no card com 96,1 kg.
Acontece que Prochazka estava extremamente leve por ter ficado duas horas na sauna na noite anterior à pesagem oficial do UFC 311. O atleta conta que precisou beber muita água antes de encarar a balança.
“Achei que faria o meu melhor quando fosse à sauna na noite anterior à pesagem e passaria lá. Eu me troquei na sauna e fiquei lá por, tipo, duas horas. O engraçado é que, no segundo dia depois disso, não bebi nada depois da sauna e no dia seguinte, de manhã, fui fazer o controle de peso e estava com 91 quilos. Estou lutando em 93 e meio, e estava dois quilos e meio abaixo do meu peso. Eu era o único na fila a fazer musculação e tentei me esconder. Bebi um litro de água, segundo litro de água, porque passei muito tempo na sauna”, disse Prochazka no programa The Joe Rogan Experience.
Felizmente para o lutador tcheco, seu peso relativamente baixo não afetou sua performance, já que ele derrotou Hill com um nocaute no terceiro round e ainda faturou um bônus de ‘Performance da Noite’ por seus esforços.
Por outro lado, Prochazka creditou outro contratempo antes da luta como algo que possivelmente o ajudou, já que uma gripe o forçou a reduzir seu regime de treinamento normalmente intenso.
“Eu estava com gripe. Por uma semana, tipo, cinco dias antes da semana da luta, eu estava com febre. Talvez eu esteja um pouco feliz por isso, porque toda vez que tento forçar demais minha preparação, acabo me machucando ou treinando demais, então é por isso que talvez eu esteja um pouco feliz por isso”, explicou.
Contenção nunca foi um dos pontos fortes de Prochazka. Alex Poatan, atualmente no topo da divisão dos meio-pesados, já derrotou o tcheco duas vezes no Ultimate, mas isso não tirou a vontade do ‘Samurai do UFC’ em fazer uma trilogia contra o brasileiro e, desta vez, sair com os braços erguidos. Porém, ele trabalha agora para que a ansiedade não seja um fator que o atrapalhe.
“[Depois] da segunda luta, forcei demais. Eu estava tipo, ‘Quero Alex Pereira. Estou pronto para ele.’ Agora, estou pronto também, mas estou aberto para quem o UFC me der. Como um próximo oponente para provar que sou [o desafiante nº 1], mas quero um verdadeiro desafio. Quero um verdadeiro desafio dos caras do top 5. Há alguns caras que realmente têm o gosto, têm a motivação para chegar ao topo. Eu quero chegar ao topo. Eu sinto a energia da multidão e consigo aguentar, então é por isso que estou fazendo isso. É por isso que ainda estou falando sobre isso, para estar lá, porque eu realmente sinto que posso estar no topo. Uma coisa que eu precisava é que eu tivesse que ser estável para não apenas chegar ao topo e voltar, mas para chegar ao topo e saber como é estar lá”, concluiu.