A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG) prendeu, neste domingo (27), em Uberlândia, um dos principais líderes da organização criminosa investigada na Operação Fake Rice. Segundo as equipes, o suspeito, de 35 anos, foi localizado no bairro Nova Uberlândia enquanto visitava familiares.
O grupo é apontado como responsável por uma ampla rede de tráfico internacional de drogas. Durante a ação, foram apreendidas porções de entorpecentes, uma máquina de embalagem a vácuo e mais de R$ 100 mil em tênis de luxo, dinheiro e veículos.
A operação foi coordenada pela Polícia Federal (PF) e contou com a participação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), da Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), que integram a FICCO/MG.
Deflagrada em maio, a Operação Fake Rice cumpriu 76 mandados judiciais: 37 de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. Também foi determinado o sequestro de bens dos investigados, até o limite de R$ 120 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas para nove cidades dos estados de Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro. No Triângulo Mineiro, os principais alvos foram Uberlândia, Uberaba, Sacramento e Patos de Minas.
De acordo com as investigações, cidades da região eram utilizadas para o armazenamento, a distribuição e o transporte de grandes carregamentos de drogas. Segundo a FICCO/MG, as apurações que deram origem à operação resultaram na apreensão de aproximadamente 27 toneladas de maconha em diferentes ações policiais. As forças de segurança também localizaram uma plantação com cerca de 2 mil pés da droga.
Um dos episódios investigados ocorreu em 21 de agosto de 2024, durante uma tentativa de abordagem a um comboio suspeito de transportar entorpecentes. Conforme a investigação, apenas o último veículo foi interceptado. O motorista teria atirado contra os agentes e morreu durante o confronto.
No automóvel, os policiais apreenderam 839 barras de maconha, que totalizavam aproximadamente uma tonelada, além de uma arma de fogo e munições.
As investigações coordenadas pela Polícia Federal apontam que a organização atua há pelo menos oito anos na importação, no transporte, no armazenamento e na distribuição de grandes carregamentos de drogas. Entre os entorpecentes, estavam variedades de maconha, como skunk e gold, oriundas do Paraguai e da Colômbia.
A operação é resultado do desdobramento de apurações que levaram a pelo menos nove grandes apreensões de drogas, somando cerca de 27 toneladas de maconha interceptadas, além da descoberta de uma lavoura ilegal com aproximadamente 2 mil pés da planta.











