O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs restrições ao uso de inteligência artificial durante o período eleitoral. A declaração foi feita nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, durante o lançamento de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Camaçarí, na Bahia.
Lula destacou que a manipulação de imagens e vozes pode favorecer a desinformação, afirmando que a tecnologia pode ser utilizada por “mentirosos”. Ele mencionou uma sugestão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, que propôs proibir o uso de inteligência artificial dois dias antes das eleições.
Preocupações com a Desinformação
O presidente enfatizou que a inteligência artificial, embora útil em áreas como saúde e educação, não deveria ter espaço nas eleições. “As pessoas têm que votar numa coisa verdadeira, de carne e osso”, disse Lula, questionando se as pessoas escolheriam um padrinho para seus filhos baseado em informações geradas por IA.
Ele ressaltou a importância da autenticidade nas campanhas políticas, afirmando que um candidato deve ser uma representação verdadeira do povo. “É melhor dizer que não pode fazer do que prometer e não cumprir”, avaliou, reforçando a necessidade de uma discussão legislativa sobre o tema.
Lula também fez uma analogia sobre a possibilidade de criar uma versão artificial dele mesmo para fazer comícios simultâneos em todo o país. Ele afirmou que um político deve olhar nos olhos do povo, permitindo que a população reconheça a verdade.
O presidente concluiu sua fala ressaltando que a mentira tem consequências e que a verdade sempre prevalece. “Minha mãe dizia: mentira tem perna curta. Pode causar prejuízo”, finalizou, deixando claro seu posicionamento contra o uso de inteligência artificial na política.











