O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (11) a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que é candidata ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Este encontro, realizado no Palácio do Planalto, destaca o apoio do Brasil à candidatura da chilena, que busca fazer história como a primeira mulher a chefiar a ONU.
Lula enfatizou a experiência de Bachelet como chefe de Estado e sua profunda compreensão da ONU, ressaltando que isso a credencia para liderar a organização. Em suas redes sociais, o presidente destacou a importância de uma liderança feminina em um cargo que nunca foi ocupado por uma mulher.
Discussões sobre o futuro da ONU
No encontro, Lula e Bachelet abordaram o cenário global atual e a necessidade de reformulação da ONU, além de reforçar a importância do multilateralismo. O atual secretário-geral, António Guterres, está em seu segundo mandato, que vai até 2026, mas as articulações para a próxima liderança já estão em andamento.
A candidatura de Bachelet foi inicialmente apoiada pelos governos do Chile, Brasil e México em fevereiro. Contudo, após a mudança na presidência do Chile, com a ascensão do conservador José Antônio Kast, o apoio chileno foi retirado, enquanto Brasil e México continuam a apoiar a ex-presidente.
Os países latino-americanos defendem que, pelo princípio da rotatividade, o próximo secretário-geral da ONU deve ser da América Latina e Caribe. Essa perspectiva é vista como uma oportunidade para fortalecer a representação da região em um cargo de tamanha relevância.
Michelle Bachelet, de 74 anos, possui uma trajetória política significativa, tendo sido presidente do Chile em dois mandatos e ocupando cargos importantes como ministra da Defesa e da Saúde. Sua experiência inclui também a liderança do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos e da ONU Mulheres.
Com o apoio contínuo do Brasil e do México, a candidatura de Bachelet se torna um tema central nas discussões sobre o futuro da ONU. O desdobramento desse apoio e as reações dos demais países ainda estão em apuração, mas a expectativa é alta para os próximos meses.











