
Apresentado oficialmente pela Jeep no meio de março, o Renegade reestilizado já começa a ser distribuído para a rede de concessionárias da marca no país. O modelo passa a contar com a nova identidade visual da fabricante norte-americana, além de um inédito sistema híbrido-leve de 48V em algumas versões.
Neste M1 nas lojas, conhecemos de perto o Renegade Longitude, versão intermediária do SUV e a mais barata com o novo sistema MHEV. De tabela, o preço é de R$ 158.690, que podem subir mais R$ 2.200 no caso das tonalidades metálicas – Azul Jazz ou Cinza Granite – ou R$ 2.500 caso os consumidores escolham as cores perolizadas Branco Polar e Sting Grey, como no carro visto nas concessionárias.
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Fonte: Thomas Tironi
Mais evolutiva do que revolucionária, a reestilização promovida neste ano para o Renegade mantém muito do que já se conhece desde 2015. O modelo continua apostando em linhas quadradas, inspirado nos Jeeps antigos. Ou seja, não é uma nova geração, algo que só deve acontecer de fato no fim da década.
Graças a isso, as dimensões do Renegade 2027 mudaram pouco, focando basicamente no comprimento, agora com 4.270 mm contra os 4.268 mm do SUV oferecido até então. A altura também teve leve modificação, passando agora a contar com um maior size impression.
Em partes, a solução é necessária pelo acréscimo da bateria do sistema MHEV, que, diferente dos Fiat, não está alocada na parte de baixo do banco do motorista, mas sim na parte inferior do assoalho. A mudança também deve acabar com as reclamações de raspadas em valetas e saídas de prédios.
Foto de: Thomas Tironi
Foto de: Thomas Tironi
Os novos para-choques – tanto dianteiro quanto traseiro – estão mais abaulados, com maior volume e elementos mais quadrados. É uma tendência que a Jeep já havia seguido com o Cherokee de nova geração no exterior, lembrando um pouco, também, o que era utilizado nos primeiros Renegade a diesel.
De resto, ele continua a contar com as mesmas medidas conhecidas. É o caso da largura, de 1.805 mm, além da distância entre os eixos, de 2.566 mm. O porta-malas permanece em 355 litros com cinco passageiros ou 1.448 litros com a fileira traseira rebatida.
Foto de: Thomas Tironi
Na mala, há duas luzes de LED, acabamento acarpetado e um easter egg na tampa que remete à frente de um Jeep Willys. O estepe é da marca LingLong, do tipo temporário. Nas rodas, a versão conta com liga leve aro 18” diamantadas e pneus Pirelli Scorpion 225/55.
Na motorização, o Renegade segue com o conhecido 1.3 T270 turbo flex, com 176 cv e 27,5 kgfm de torque, aliado ao câmbio Aisin de seis marchas. O sistema MHEV de 48V promete redução de 7% no consumo urbano, com médias de 11,9 km/l (G) e 8,3 km/l (E) na cidade.
Foto de: Thomas Tironi
A Longitude é a mais barata a contar com o sistema MHEV, parecido com o encontrado nos Fiat Pulse e Fastback, mas um pouco mais complexo, já que conta com baterias de 48v. Apesar de não atuar diretamente na tração das rodas, o sistema promete redução média de 7% no consumo de combustível no ciclo urbano e 8% nas emissões de CO₂. Em consumo, a marca fala em 11,9 km/l (G) e 8,3 km/l (E) na cidade e em 11,8 km/l (G) e 8,6 km/l (E)
Foto de: Thomas Tironi
É por dentro, no entanto, que estão concentradas as maiores mudanças. O painel é totalmente novo, não sendo exatamente o mesmo visto em Compass e Commander, apesar de beber muito da fonte de ambos.
Diferente dos irmãos maiores – e também do Renegade vendido até então – o SUV deixa de oferecer material macio ao toque, bem como nos forros de porta dianteiros e traseiros, que permeneceram com desenho inalterado. Entre as boas noticias há a nova central multimídia, de 10,1”, que fica em posição elevada.
Foto de: Thomas Tironi
Em algumas versões, a parte central conta com tecido áspero, parecido com um jeans. Não é o caso da Longitude, que utiliza apenas courvin, tal como nos bancos. O painel também não tem variações de cores, sempre escuro. Por fim, as luzes de cortesia são sempre de LED.
Já em equipamentos, todas as versões contam com ar-condicionado dual zone, seis airbags, carregador de telefone por indução com refrigeração, painel de instrumentos digital de 7”, além de tecnologias de condução semiautônoma (ADAS), como frenagem de emergência e detector de fadiga.
Foto de: Thomas Tironi
Além da versão Longitude, o Renegade é oferecido ainda em outras 3 configurações diferentes, todas elas com o propulsor 1.3 turbo: a Altitude, de R$ 129.990, a Sahara MHEV, oferecida por R$ 175.990, e a topo de linha Willys, com preço de R$ 189.490.