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Projeto do PSOL sobre doações a municípios será relatado por Mendonça
Imagem: Reprodução
Brasil

Projeto do PSOL sobre doações a municípios será relatado por Mendonça

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O ministro André Mendonça será o responsável por relatar uma ação do PSOL no Supremo Tribunal Federal (STF) que busca barrar doações a municípios durante o período eleitoral. A medida surge após o Congresso Nacional derrubar, em maio, vetos do presidente Lula (PT) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, permitindo maior flexibilidade nos repasses federais.

De acordo com o PSOL, a derrubada do veto cria um “buraco” na legislação eleitoral, possibilitando que políticos utilizem a máquina pública para obter votos. A distribuição de benefícios nos três meses que antecedem as eleições, atualmente proibida, poderia ser facilitada por essas novas regras.

Impacto nas Eleições e na Igualdade de Oportunidades

O partido argumenta que a permissão para doações e benefícios em ano eleitoral compromete o princípio da “igualdade de oportunidades entre os candidatos”. A ação direta de inconstitucionalidade, protocolada na última quarta-feira, visa declarar inconstitucionais trechos da LDO que afetam diretamente o processo eleitoral.

Os dispositivos contestados permitem que recursos da União sejam utilizados para a construção e reforma de rodovias, além de autorizar o governo federal a enviar dinheiro e materiais para municípios com até 65 mil habitantes, mesmo que estejam inadimplentes. Essa flexibilização é vista como uma brecha para práticas que podem prejudicar a lisura das eleições.

O PSOL critica a inclusão de temas que não estão diretamente relacionados às diretrizes orçamentárias, conhecidos como “jabutis”, durante a votação da LDO. A legenda solicita que o STF conceda uma medida cautelar para suspender as novas regras imediatamente, até que o julgamento final da ação seja realizado.

A decisão do STF sobre essa ação pode ter repercussões significativas nas próximas eleições, afetando a forma como os recursos públicos são utilizados em campanhas eleitorais. A expectativa é que o tribunal se debruce sobre a questão em breve, considerando a relevância do tema para a democracia e a justiça eleitoral no Brasil.

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