O advogado-geral da União, Jorge Messias, volta à cena política ao participar da Marcha para Jesus, marcada para o dia 4 de junho em São Paulo. Este será o quarto ano consecutivo que Messias representa o governo Lula (PT) no evento, que é um importante ponto de encontro para a comunidade evangélica.
A participação de Messias na marcha ocorre em um contexto delicado, após a rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal pelo Senado. Aliados afirmam que este evento será um teste crucial para medir a aceitação do advogado junto à população evangélica, um eleitorado que o presidente Lula busca conquistar.
Reestruturação da Estratégia Política
O presidente Lula está empenhado em reconstruir o caminho de Messias rumo ao STF. Recentemente, o petista anunciou que pretende reenviar o nome do advogado para apreciação dos senadores, após a derrota na votação de abril. Essa nova tentativa reflete a determinação do governo em garantir a indicação.
Nos bastidores, Lula tem mantido conversas com congressistas para entender as resistências e evitar uma nova rejeição. A avaliação é de que a primeira tentativa foi prejudicada por falhas na articulação política e por conflitos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Enquanto a estratégia do Palácio do Planalto é reorganizada, Messias se prepara para retomar sua agenda com a comunidade evangélica. Como presbítero batista, ele é considerado o principal interlocutor de Lula com esse segmento, que historicamente apresenta desafios para o presidente.
A Marcha para Jesus também contará com a presença de importantes lideranças políticas que têm influência sobre o público evangélico. Entre os confirmados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e o ministro do STF André Mendonça, que já defendeu a indicação de Messias para a Corte.











