A primeira morte por hantavirose no Brasil foi confirmada em Carmo do Paranaíba, cidade localizada na região do Alto Paranaíba, em Minas Gerais. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o óbito ocorreu em fevereiro de 2026, envolvendo um paciente do sexo masculino, de 46 anos. O relatório indica que a vítima tinha histórico de contato com roedores silvestres em áreas de lavoura. Este caso é considerado isolado e não está relacionado a outros registros da doença, como o surto em um navio que resultou em três mortes.
Até o momento, a Secretaria de Saúde confirmou sete casos de hantavirose no Brasil em 2026. O último boletim epidemiológico, com dados atualizados até 27 de abril, revela que a maioria dos registros ocorreu na Região Sul, com dois casos no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina e um no Paraná. Os outros dois casos foram confirmados em Minas Gerais.
Nos últimos cinco anos, o Brasil apresentou os seguintes números: em 2021, foram 27 casos e 6 mortes; em 2022, 57 casos e 20 mortes; em 2023, 66 casos e 18 mortes; em 2024, 44 casos e 17 mortes; e em 2025, 35 casos e 15 mortes.
Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dor de cabeça e dores no corpo. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que provoca dificuldade respiratória, tosse seca e queda da pressão arterial. Como não há tratamento específico, o atendimento é voltado para o suporte clínico dos sintomas, e o diagnóstico pode ser desafiador, pois os sinais iniciais se assemelham a outras doenças.
Para a prevenção, as autoridades de saúde recomendam cuidados rigorosos, especialmente para aqueles que vivem ou trabalham em áreas rurais. É importante manter alimentos em recipientes fechados, evitar o acúmulo de entulho e ventilar galpões ou paióis antes de entrar. Ao limpar locais fechados, a orientação é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco para não levantar partículas contaminadas.











