Michael Douglas relembrou um encontro com a princesa Diana em seu novo livro de memórias, One Helluva Ride. O ator, de 82 anos, contou que assistiu a uma sessão de cinema ao lado da integrante da família real britânica e explicou por que precisou se desculpar durante a exibição.
Na obra, Douglas revisita momentos de sua trajetória pessoal e profissional, incluindo relacionamentos extraconjugais, a luta contra as drogas e o impacto do diagnóstico de câncer, recebido em 2010, sobre sua visão de vida.
Uma das lembranças relatadas ocorreu durante a estreia em Londres de Wall Street, filme de 1987 que marcou a carreira do ator e lhe rendeu um Oscar de atuação. Apesar de ter reencontrado Diana no evento, Douglas afirmou que havia conhecido a princesa alguns anos antes, em um estúdio de pós-produção na capital britânica.
Na época, ele trabalhava na adaptação cinematográfica de A Chorus Line e foi apresentado a Diana pelo diretor Richard Attenborough. “Achei-a ainda mais bonita pessoalmente do que nas fotos, e ela também era inteligente e engraçada. Lembro-me de que nossa conversa foi fácil e nos demos muito bem”, escreveu o ator, duas vezes vencedor do Oscar.
O reencontro aconteceu dois anos depois, durante a estreia de Wall Street, na fila de cumprimentos a integrantes da família real e convidados. Douglas disse ter ficado feliz ao perceber que Diana se lembrava do primeiro encontro e o mencionou durante a ocasião.
O ator também citou uma fotografia feita naquela noite, na qual aparece conversando com a princesa enquanto Terrence Stamp observa a interação. Segundo Douglas, a imagem registra uma conversa profunda entre os dois.
Douglas contou ainda que ficou animado ao saber que ocuparia o assento ao lado de Diana durante a sessão no cinema Odeon. Eles assistiram ao filme inteiro lado a lado, com as mãos se tocando ocasionalmente no apoio de braço compartilhado.
Durante a exibição, o ator se preocupou com algumas falas de seu personagem, Gordon Gekko, conhecido pela linguagem vulgar. “Lembro-me de, em certo momento, ter me inclinado e sussurrado um pedido de desculpas para ela”, relatou. De acordo com Douglas, Diana sorriu, riu e demonstrou não ter se incomodado.
Ao recordar a experiência, o ator afirmou que teve a impressão de que o restante do público havia desaparecido durante aquelas horas. “O tempo que passamos juntos naquela noite é muito especial para mim”, acrescentou.
Além das lembranças sobre Diana, o livro aborda a vida amorosa de Douglas e seu relacionamento com Catherine Zeta-Jones. Os dois se casaram em 2000 e continuam juntos após mais de duas décadas.
Em entrevista à revista PEOPLE antes do lançamento da obra, Douglas destacou a importância do diálogo para a manutenção do casamento. Segundo ele, conversar abertamente sobre assuntos difíceis ajudou o casal a desenvolver uma compreensão maior um do outro.
“Comunicação, conversa. É uma característica inglesa — eu sei que minha mãe tinha isso — essa de não falar sobre coisas que são desconfortáveis”, afirmou o ator, filho do astro de Spartacus, Kirk Douglas, e da atriz Diana Dill.
Douglas também relembrou uma brincadeira do pai com a mãe para ilustrar a tendência de evitar conversas desconfortáveis. O sobrenome de solteira dela era Dill, e Kirk Douglas costumava chamá-la de “Dill de Tudo é Ótimo”. Para Michael Douglas, falar sobre temas difíceis tornou mais fácil a compreensão entre ele e Catherine Zeta-Jones.
O livro One Helluva Ride, de Michael Douglas, já está disponível nas livrarias.











