O mercado do milho enfrenta um momento de pressão, com recuos nas cotações em Chicago e um cenário misto no Brasil. As previsões de chuvas nos Estados Unidos impactaram os contratos futuros, enquanto o mercado brasileiro observa atentamente o desenvolvimento da safrinha, que pode influenciar a produção e os preços nas próximas semanas.
Na Bolsa de Chicago, o contrato para julho de 2026 caiu para US$ 471,50 por bushel, uma redução de 3,75 centavos. As previsões climáticas favoráveis nas regiões produtoras dos EUA, como o Meio-Oeste, estão elevando as expectativas de produtividade, o que contribui para a queda dos preços internacionais.
Por outro lado, o mercado brasileiro apresenta uma movimentação mais contida. Na B3, os contratos futuros do milho fecharam com leves oscilações, com o vencimento de julho de 2026 cotado a R$ 67,20 por saca, um avanço diário de R$ 0,14, mas com uma perda semanal acumulada de R$ 1,38. Essa situação reflete a cautela dos compradores e a dificuldade em fechar negócios em várias regiões.
Safrinha preocupa em Goiás
A situação das lavouras no Brasil é heterogênea, com Mato Grosso e Paraná apresentando condições favoráveis em algumas áreas. No entanto, Goiás enfrenta desafios significativos, com áreas plantadas fora da janela ideal sofrendo estresse hídrico e perdas na safrinha. Essa realidade mantém os agentes do mercado em alerta, especialmente após o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que destacou preocupações com a produtividade.
No mercado físico, a referência nacional ficou em R$ 65,28 por saca, com uma leve baixa de 0,06% no dia. No Rio Grande do Sul, a colheita do milho atingiu 96% da área cultivada, mas os negócios permanecem pontuais, com preços em torno de R$ 58,08 por saca. Em Santa Catarina, a distância entre as ofertas e as pedidas continua a travar o mercado.
Em Mato Grosso do Sul, a elevada oferta disponível pressiona os preços, que variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca. A demanda no Paraná gira em torno de R$ 60,00 CIF, e os produtores estão se mostrando mais flexíveis nas negociações para liberar espaço nos armazéns para a nova safra.
Analistas acreditam que o mercado deve permanecer sensível às condições climáticas nos EUA e no Brasil, além da variação do dólar e da demanda internacional, especialmente da China. A atenção dos produtores e consumidores será crucial para entender como esses fatores irão moldar o cenário do milho nas próximas semanas.











