O mercado de milho no Brasil apresenta uma queda de 3,5% em junho, pressionado pela oferta abundante da safrinha e altos estoques.
O cenário atual do milho no Brasil é marcado por uma trajetória de baixa, com a colheita da safrinha contribuindo para a pressão nos preços. Em Campinas (SP), o preço da saca de 60 kg caiu para R$ 62,00, refletindo a média parcial de R$ 63,06 ao longo do mês, uma diminuição em relação ao mês anterior.
A combinação de uma oferta elevada e uma demanda interna fraca tem levado os compradores a adotarem uma postura cautelosa nas negociações. Com a safrinha de 2026 estimada em 112,5 milhões de toneladas, o Brasil se prepara para um excedente que pode impactar a formação de preços no curto e médio prazo.
Liquidez baixa e resistência dos produtores
No mercado físico, a liquidez é reduzida, com muitos produtores relutantes em aceitar preços que não cobrem seus custos de produção. Por outro lado, os compradores estão sendo mais seletivos, esperando por oportunidades que possam surgir com novas quedas de preços.
No cenário internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago operam próximos da estabilidade, com fatores de demanda e clima favorável equilibrando o mercado. O México, por exemplo, adquiriu 100 mil toneladas de milho dos EUA, o que pode influenciar as cotações futuras.
Na B3, o mercado também apresenta leve queda, refletindo a cautela dos investidores e a influência dos preços internacionais. Os contratos futuros variam entre R$ 63,97 e R$ 73,10, com a colheita da safrinha avançando e a produtividade irregular em algumas regiões adicionando volatilidade ao mercado.
O panorama geral indica que a elevada oferta de milho deve continuar a pressionar os preços no curto prazo. A dinâmica entre a colheita, as exportações e a demanda interna, especialmente do setor de proteína animal e da indústria de etanol, será crucial para determinar os próximos passos do mercado.











