O mercado de milho no Brasil e em Chicago enfrenta um recuo significativo, impulsionado pela queda do dólar e condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. A combinação desses fatores tem gerado cautela entre os compradores, refletindo em um ritmo mais lento nas negociações do mercado físico.
Os investidores estão atentos ao relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta sexta-feira (10). As previsões climáticas otimistas para o Meio-Oeste americano diminuem a percepção de risco, o que impacta diretamente os preços do milho.
Mercado brasileiro apresenta baixa liquidez
De acordo com análises de especialistas, como a TF Agroeconômica e a Safras & Mercado, o mercado interno de milho continua com baixa liquidez. Produtores estão à espera de melhores oportunidades de venda, enquanto consumidores se beneficiam do aumento da oferta devido ao avanço da colheita da safrinha.
Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros de milho fecharam em baixa, com o vencimento de julho/2026 cotado a R$ 64,90 por saca. Essa tendência reflete a desvalorização observada em Chicago e a valorização do real frente ao dólar, o que pode levar a uma estabilidade nos preços internos no curto prazo.
As cotações do milho variam entre as principais regiões produtoras do Brasil, com preços que vão de R$ 48,67 a R$ 69 por saca, dependendo da localidade. No Paraná, referência na produção de milho safrinha, os preços estão em torno de R$ 60, enquanto em Mato Grosso do Sul, a pressão da oferta mantém os preços mais baixos.
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros também encerraram em baixa, com o contrato para setembro cotado a US$ 4,35 por bushel. Essa queda é atribuída à realização de lucros e previsões climáticas favoráveis, que são cruciais para a produtividade da safra americana.
O dólar comercial, por sua vez, voltou a recuar, sendo negociado próximo de R$ 5,14. A valorização do real reduz a competitividade das exportações brasileiras de milho, pressionando ainda mais os preços internos em um momento de aumento da oferta.
As perspectivas para o milho permanecem incertas, com o mercado sensível a novos dados sobre a colheita da safrinha e as condições climáticas nos Estados Unidos. Mudanças nas estimativas da safra americana podem rapidamente influenciar as cotações e a formação de preços no Brasil nas próximas semanas.











