O mercado brasileiro de milho está em alerta com a recente alta das cotações na Bolsa de Chicago, que pode influenciar o cenário local. Apesar do impulso internacional e da valorização do dólar, a expectativa de uma colheita robusta da safrinha limita um aumento significativo nos preços no Brasil.
Após um dia de negociações lentas, os agentes do setor permanecem cautelosos com a oferta crescente prevista para as próximas semanas. Compradores estão bem abastecidos e aguardam a chegada do milho da safrinha, enquanto os produtores avançam nas vendas, mas hesitam em aceitar preços considerados baixos.
Chicago e o impacto no mercado interno
Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago registraram uma recuperação, com o contrato de julho de 2026 operando a US$ 4,23 por bushel, uma alta de 0,83%. Essa recuperação é impulsionada por uma correção técnica após quedas anteriores, além da valorização do petróleo, que reflete tensões geopolíticas.
No mercado cambial, o dólar comercial se fortaleceu, alcançando R$ 5,19, o que melhora a competitividade do milho brasileiro no exterior. Contudo, as negociações nos portos ainda são limitadas, com preços variando entre R$ 64,00 e R$ 68,00 por saca em diferentes localidades.
Desafios no mercado físico
O mercado interno continua a enfrentar baixa liquidez, com consumidores adotando uma postura cautelosa em relação às compras. A expectativa é que a colheita da segunda safra aumente a disponibilidade do cereal, mas os produtores ainda buscam sustentar os preços em suas regiões.
No Rio Grande do Sul, o mercado se mantém firme, com preços variando entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, apesar da colheita estar praticamente concluída. Já em Santa Catarina e Paraná, a diferença entre os preços pedidos e ofertados tem dificultado novas negociações.
Perspectivas futuras para o milho
Com a colheita da safrinha avançando, o mercado de milho se aproxima de um momento decisivo. A recuperação das cotações em Chicago e a valorização do dólar podem oferecer suporte aos preços, mas a expectativa de uma oferta abundante pode manter a pressão sobre o mercado físico.
Esses fatores serão cruciais para definir o comportamento dos preços e o ritmo das negociações no segundo semestre, um período estratégico para todos os envolvidos na cadeia produtiva do milho, desde os produtores até os exportadores.











