O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro relacionada ao uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante seu mandato. A decisão foi baseada em um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou que Bolsonaro já havia sido condenado por atos relacionados ao monitoramento ilegal de autoridades públicas.
Bolsonaro enfrenta uma pena de 27 anos e três meses de prisão, que inclui as acusações ligadas ao caso da Abin Paralela. A decisão de Moraes também impacta diretamente as investigações sobre o chamado “Gabinete do Ódio”, que teria conexões com o uso irregular da Abin.
Desdobramentos da Decisão
Além do arquivamento da investigação contra Bolsonaro, o ministro também decidiu que as acusações contra Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, serão encaminhadas à Justiça Federal no Distrito Federal. Isso indica que, embora a investigação principal tenha sido encerrada, outros desdobramentos legais ainda podem ocorrer.
Na mesma decisão, Moraes arquivou as investigações contra outros ex-integrantes da Abin, como Luiz Fernando Corrêa, Alessandro Moretti, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Parente. O ministro argumentou que não havia indícios suficientes para dar continuidade às investigações criminais contra esses indivíduos.
O arquivamento foi justificado por Moraes com a afirmação de que as acusações eram genéricas e não apresentavam provas concretas das condutas dos investigados. Com isso, a Polícia Federal (PF) deverá cancelar os indiciamentos relacionados a esses casos.
A decisão de Moraes gera repercussões significativas no cenário político brasileiro, especialmente em um momento em que a sociedade busca maior transparência e responsabilidade por parte de seus líderes. O desfecho da investigação pode influenciar a percepção pública sobre a atuação de Bolsonaro e sua administração.











