Investigação sobre bloqueios em rodovias é prorrogada por Moraes
Imagem: Reprodução
Brasil

Investigação sobre bloqueios em rodovias é prorrogada por Moraes

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou a investigação sobre bloqueios em rodovias e os eventos de 8 de Janeiro. A decisão, assinada nesta quarta-feira, 6 de maio de 2026, estende o prazo da apuração da Polícia Federal por mais 60 dias, atendendo à solicitação da PF, que apontou diligências ainda pendentes.

A investigação se concentra em possíveis crimes relacionados aos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. Os bloqueios ocorreram em resposta à derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e envolveram a obstrução de vias federais com pedidos de intervenção militar. O caso teve início com a apuração da Polícia Civil do Tocantins, que investigou o bloqueio da Ponte Presidente Fernando Henrique Cardoso, em Aguiarnópolis.

Desdobramentos da Apuração

Com o avanço das investigações, surgiram suspeitas de que empresas de ônibus teriam transportado manifestantes para Brasília. A PF está analisando movimentações bancárias e viagens realizadas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, buscando identificar conexões entre financiadores e participantes dos atos golpistas.

Além disso, Moraes já autorizou a coleta de informações junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres para verificar registros de viagens a Brasília. A oitiva de representantes de empresas de transporte citadas na investigação também faz parte das diligências em andamento.

Recentemente, o ministro determinou a prisão do empresário Willian Frederico Jaeger, condenado a cinco anos de prisão por envolvimento em bloqueios ilegais de rodovias em Santa Catarina. Essa ordem foi emitida após o trânsito em julgado da condenação, quando não cabem mais recursos.

As investigações têm grande relevância para a compreensão do contexto político atual e dos desdobramentos relacionados aos atos de vandalismo em Brasília, ocorridos após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A continuidade da apuração pode trazer à tona novas informações sobre a organização e financiamento dos protestos que marcaram aquele período.

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