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MPF pede reforço na segurança de voos comerciais de helicóptero no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial para esta matéria.
Turismo

MPF pede reforço na segurança de voos comerciais de helicóptero no Rio

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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para cobrar medidas de controle e segurança nos voos comerciais de helicópteros no Rio de Janeiro. A ação foi proposta contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio.

O pedido ocorre após um acidente com um helicóptero que realizava um voo panorâmico no Parque Nacional da Tijuca, próximo à Vista Chinesa, no último sábado (8). A queda provocou um incêndio e matou três turistas colombianas e o piloto da aeronave.

O MPF também citou outro acidente ocorrido em 14 de junho de 2026, quando dois helicópteros colidiram no ar e caíram no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio. Seis pessoas morreram, entre elas o cantor norte-americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi. Os destroços atingiram um terreno usado como pátio de veículos elétricos, causando uma forte explosão e um incêndio de grandes proporções que destruiu dezenas de carros.

Além da ação, o MPF determinou a abertura de um novo inquérito civil para apurar a responsabilidade da empresa Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda. pelos danos ambientais provocados ao Parque Nacional da Tijuca pela queda e pelo incêndio da aeronave. Essa investigação será conduzida separadamente das apurações sobre as causas do acidente.

Entre as medidas solicitadas, o MPF pede que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) adote providências para direcionar à Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia) o tráfego regular de helicópteros usados no transporte remunerado de passageiros, incluindo os voos panorâmicos, independentemente da forma de contratação.

A REH Praia é um corredor aéreo já existente ao longo do litoral carioca, localizado a 600 metros da faixa de praia. O MPF também solicitou, em caráter de urgência, o reforço da fiscalização das altitudes mínimas e das demais regras aplicáveis às rotas de helicópteros.

O órgão pediu ainda que a Anac intensifique a fiscalização dos operadores e impeça a exploração comercial por empresas, aeronaves ou operadores que não cumpram as exigências regulamentares.

A ação é resultado de um inquérito civil instaurado pelo MPF para investigar os impactos da expansão dos voos panorâmicos na cidade. Segundo dados reunidos na apuração, empresas associadas à entidade representativa do setor realizaram 24.681 voos panorâmicos em um ano, transportando 81.390 passageiros.

“Não se pretende proibir os passeios turísticos de helicóptero. Mas não é razoável que uma atividade usufruída por poucos exponha centenas de milhares de moradores e áreas ambientalmente protegidas aos impactos dos sobrevoos. O Rio já possui uma rota marítima estruturada pelo próprio Decea que permite conciliar a atividade turística com a proteção da população e do meio ambiente”, afirmou o procurador da República Sergio Suiama, autor da ação.

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