A participação feminina no Legislativo brasileiro e mineiro atingirá novos recordes a partir de 2027. As Eleições 2026 aumentaram o número de mulheres eleitas para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e para a Câmara dos Deputados, embora elas ainda permaneçam em minoria nas duas Casas.
Na ALMG, 20 deputadas estaduais foram eleitas para a 21ª Legislatura, que começa em fevereiro de 2027. O grupo ocupará 26% das 77 cadeiras do Parlamento mineiro, o maior percentual registrado desde a primeira legislatura, em 1947.
Todas as 14 deputadas que disputaram a reeleição conseguiram permanecer no cargo. São elas: Beatriz Cerqueira (PT), Alê Portela (PL), Amanda Teixeira Dias (PL), Ana Paula Siqueira (PT), Andréia de Jesus (PT), Carol Caram (Avante), Chiara Biondini (PP), Delegada Sheila (PL), Leninha (PT), Lud Falcão (Republicanos), Macaé Evaristo (PT), Maria Clara (PSDB), Marli Ribeiro (PL) e Nayara Rocha (PP).
Também foram eleitas seis deputadas para o primeiro mandato: Adriana Souza (PT), Dra. Laís Santiago (PDT), Flávia Borja (Pode), Iza Lourença (Psol), Marília Amaral (PL) e Roberta Lopes (PL).
O crescimento da presença feminina na Assembleia é mais expressivo quando analisado ao longo das décadas. Na 5ª Legislatura, entre 1963 e 1967, apenas duas mulheres foram eleitas. Já nas 7ª e 9ª Legislaturas, nenhuma mulher chegou à ALMG.
A partir dos anos 2000, o avanço se tornou mais consistente. Foram 10 deputadas eleitas na 15ª Legislatura (2003-2007), 15 na 20ª Legislatura (2023-2027) e 20 na próxima composição, que terá início em 2027.
Na Câmara dos Deputados, a bancada feminina passará de 90 para 109 parlamentares a partir de 1º de fevereiro de 2027. O aumento será de 19 cadeiras, um crescimento de 21,1% em relação à atual legislatura.
Das 109 deputadas eleitas, 59 foram reeleitas, o equivalente a 54% da nova bancada feminina. Mesmo com o recorde, as mulheres representarão 21% da Câmara. Os homens ocuparão 404 das 513 cadeiras, aproximadamente 79% da Casa.
Minas Gerais terá 11 deputadas federais na legislatura que começa em 2027. O estado ficará atrás apenas de São Paulo, que elegeu 16 mulheres, e à frente do Rio de Janeiro, com 10.











