A autora Cidinha da Silva lança hoje, 5 de junho de 2026, o livro Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros, durante a Feira do Livro em São Paulo. A obra aborda a inserção de mulheres negras no mercado editorial brasileiro, um espaço historicamente dominado por homens brancos.
O evento acontece a partir das 13h no Tablado Literário Mário de Andrade, onde Cidinha também realizará uma sessão de autógrafos. Em sua obra, a escritora discute as dificuldades e as conquistas das autoras negras na literatura, ressaltando a importância de suas histórias.
Desafios e Conquistas
Durante uma entrevista, Cidinha destacou que as histórias contadas por mulheres negras têm ganhado visibilidade, desafiando estereótipos e preconceitos. Ela enfatizou a necessidade de enfrentar os critérios racistas e machistas que ainda predominam no setor.
A autora citou a trajetória de Carolina Maria de Jesus como um exemplo inspirador para novas gerações de escritoras. Segundo ela, a coragem de Carolina em criar, mesmo em condições adversas, abriu portas para que outras vozes fossem ouvidas.
O festival literário oferece uma programação gratuita, incluindo a distribuição de livros. Os visitantes poderão escolher dois títulos de uma seleção que inclui obras de autoras negras, como Escritoras de Cadernos Negros e Olhos de Azeviche.
Cidinha da Silva também mencionou a importância de reconhecer as autoras que pavimentaram o caminho para as novas gerações. Ela citou nomes como Conceição Evaristo e Djamila Ribeiro, que têm contribuído significativamente para a literatura negra contemporânea no Brasil.
Com o lançamento de seu livro, Cidinha espera não apenas celebrar as conquistas, mas também provocar reflexões sobre os desafios que ainda persistem no mercado editorial. A luta por igualdade e representatividade continua, e a voz das mulheres negras é essencial nesse processo.











