A partir de hoje, 26 de maio de 2026, as novas regras da NR-1, Norma Regulamentadora nº 1, entram em vigor, trazendo mudanças significativas para a segurança e saúde no trabalho. As empresas devem agora adotar medidas rigorosas para identificar e eliminar riscos ocupacionais, incluindo os relacionados à saúde mental dos trabalhadores.
A atualização da NR-1 foi aprovada em agosto de 2024 e, após um período de adaptação, as diretrizes passam a ser fiscalizadas. Nos primeiros 90 dias, a fiscalização será educativa, mas, após esse período, penalidades poderão ser aplicadas em caso de descumprimento.
Novas Diretrizes e Fatores de Risco
A principal mudança trazida pela nova norma é a obrigatoriedade de as empresas identificarem fatores de risco psicossociais, como sobrecarga de trabalho e assédio. Antes, a norma focava apenas em riscos físicos, químicos e biológicos.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) enfatiza que o gerenciamento de riscos psicossociais deve considerar a organização do trabalho e suas implicações na saúde mental dos funcionários. Isso inclui monitorar as condições que podem levar a estresse, esgotamento e outros problemas de saúde.
Responsabilidade das Empresas
De acordo com especialistas, as empresas precisam reavaliar a forma como organizam o trabalho, evitando pressões excessivas e promovendo um ambiente saudável. É essencial que as organizações identifiquem e controlem fatores que possam agravar a saúde mental dos colaboradores.
O diretor científico da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, Ricardo Beça, ressalta que a saúde mental deve ser uma responsabilidade compartilhada entre empregadores e trabalhadores, com foco na prevenção e no controle de riscos.
Impactos na Saúde Mental
O MTE destaca que a saúde mental é uma questão crucial, especialmente diante do aumento de benefícios previdenciários concedidos por transtornos mentais. Em 2025, foram 546.254 concessões, um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior.
Os dados indicam que os transtornos ansiosos e episódios depressivos são as principais causas de afastamento do trabalho, evidenciando a necessidade de uma abordagem mais atenta às condições de trabalho e à saúde mental dos colaboradores.











