O bilionário Peter Thiel, uma figura proeminente da direita americana e apoiador de Donald Trump, está transferindo parte de sua vida para a Argentina. Recentemente, Thiel adquiriu uma mansão em Buenos Aires e matriculou seus filhos em uma escola local, além de intensificar suas relações com o governo de Javier Milei.
A mudança de Thiel para a Argentina não é apenas uma decisão pessoal, mas reflete suas preocupações com o futuro dos Estados Unidos. Relatos indicam que ele vê o país sul-americano como um “plano B”, especialmente diante de propostas de aumento de impostos na Califórnia e temores sobre instabilidade global e o avanço da inteligência artificial.
Relação com o governo Milei
A aproximação de Thiel com o governo de Milei é marcada por uma afinidade ideológica. Ambos defendem a redução do papel do Estado na economia, criticam a tributação elevada e se opõem ao socialismo. Essa conexão pode ter implicações significativas para a Argentina, que busca atrair investimentos estrangeiros.
Thiel, cofundador do PayPal e presidente da Palantir, é um dos principais intelectuais da nova extrema-direita nos Estados Unidos. Desde 2016, ele tem sido uma voz influente no Vale do Silício, ajudando a unir a elite tecnológica ao movimento conservador. Sua presença na Argentina pode reforçar a imagem do país como um destino atrativo para investidores.
Além de seu perfil empresarial, Thiel é conhecido por suas visões apocalípticas. Ele expressou preocupações sobre guerras nucleares e colapsos civilizacionais, e em Buenos Aires, promoveu discussões sobre questões religiosas e o conceito do Anticristo com intelectuais locais. Isso revela uma busca por alternativas em um mundo cada vez mais incerto.
A trajetória de Thiel inclui a obtenção de cidadania na Nova Zelândia e tentativas de adquirir um passaporte maltês, indicando um padrão de diversificação geográfica. Sua recente mudança para a Argentina se alinha a essa estratégia, sugerindo que ele está se preparando para possíveis cenários adversos.
O governo de Milei vê a chegada de Thiel como um sinal de confiança em seu programa econômico ultraliberal. A presença do bilionário é frequentemente citada como uma evidência de que a Argentina está se tornando um local atraente para investidores globais, o que pode ter repercussões significativas para a economia local e para a imagem do país no cenário internacional.











