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Pecuária brasileira enfrenta desafios com novas restrições a antimicrobianos
Imagem: Reprodução
Agro

Pecuária brasileira enfrenta desafios com novas restrições a antimicrobianos

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A recente proposta de incorporar à regulamentação brasileira exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal gerou preocupações significativas entre os representantes da pecuária nacional. As entidades do setor alertam que essa medida pode afetar a competitividade da cadeia produtiva, além de gerar insegurança jurídica e abrir espaço para interferências externas na política agropecuária do Brasil.

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) é uma das 14 entidades que se manifestaram contra a adoção de restrições que atendam a exigências comerciais de mercados específicos. Para essas organizações, as normas estabelecidas por países importadores devem ser aplicadas apenas às cadeias produtivas que desejam acessar esses mercados, sem impactar os produtores que atendem ao mercado interno ou a exportações para outras nações.

Uso responsável de antimicrobianos é essencial

As entidades destacam que apoiam o uso responsável de antimicrobianos na pecuária, desde que essa prática seja fundamentada em critérios técnicos e científicos, respeitando as normas das autoridades sanitárias brasileiras. O uso de produtos autorizados pelo Codex Alimentarius é visto como fundamental para garantir a saúde animal e a eficiência produtiva dos rebanhos.

Na visão das organizações, qualquer mudança nas regulamentações deve ser baseada em evidências científicas e considerar as particularidades da produção pecuária nacional. Isso é crucial para evitar impactos negativos na eficiência e na competitividade do setor.

Impactos na competitividade e na sustentabilidade

As entidades alertam que a imposição de restrições sem respaldo científico pode comprometer a eficiência produtiva e aumentar os custos de produção. Isso, por sua vez, pode afetar a competitividade da pecuária brasileira tanto no mercado interno quanto no internacional.

Além dos efeitos econômicos, há preocupações sobre a eficiência ambiental dos sistemas produtivos. Tecnologias sanitárias adequadas são essenciais para garantir maior produtividade e melhor aproveitamento dos recursos, e sua restrição pode ter consequências negativas.

O grupo enfatiza a necessidade de um diálogo amplo entre governo, setor produtivo e comunidade científica para discutir mudanças na regulamentação do uso de antimicrobianos. É fundamental que as decisões levem em conta as realidades dos pequenos e médios produtores, evitando impactos desproporcionais sobre a atividade.

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