O Bembé do Mercado, uma das mais tradicionais celebrações do Candomblé, terá sua próxima edição em Salvador, começando no dia 13 de maio. Este evento, que se estende até o dia 17, é um marco cultural que reúne rituais, cerimônias e atividades que celebram a herança afro-brasileira.
A programação do Bembé começou no último domingo com uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho. A partir de agora, os rituais se intensificam, destacando a lavagem do busto de João de Obá e a entrega de presentes a Iemanjá e Oxum, figuras centrais na tradição afro-brasileira.
Uma Celebração de Patrimônio Cultural
Reconhecido como patrimônio imaterial da Bahia desde 2012 e patrimônio cultural do Brasil desde 2019, o Bembé do Mercado é considerado o maior Candomblé de rua do mundo. O evento, que teve sua origem em 1889, celebra a abolição da escravidão e promove a valorização das práticas culturais e religiosas das comunidades afro-brasileiras.
De acordo com Ana Rita Machado, Iabé do Bembé, a festividade vai além da religiosidade. Ela representa a luta por dignidade e respeito das populações afro-brasileiras, refletindo suas experiências e práticas civilizatórias. O evento também é uma oportunidade para discutir políticas públicas e promover a economia criativa, envolvendo mais de 60 comunidades tradicionais.
As atividades do Bembé incluem xirês, rituais de consagração e a feira criativa, onde artistas e artesãos podem expor e vender suas obras. Essa interação entre arte e cultura fortalece a identidade afro-brasileira e promove um espaço de resistência e celebração.
Para os moradores de Uberlândia e região, o Bembé do Mercado é uma oportunidade de conexão com a rica cultura afro-brasileira. O evento não apenas atrai visitantes, mas também inspira reflexões sobre a diversidade cultural e a importância da preservação das tradições.
Com uma programação diversificada, o Bembé promete ser um espaço de aprendizado e celebração, unindo pessoas de diferentes origens em torno de um patrimônio que é, ao mesmo tempo, local e universal. A entrega dos presentes a Iemanjá e Oxum, prevista para o dia 17, simboliza a continuidade de uma tradição que ressoa profundamente na história do Brasil.











