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PF prende deputado estadual eleito e ex-secretário da Polícia Civil no Rio de Janeiro
Foto original adaptada visualmente por IA.
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PF prende deputado estadual eleito e ex-secretário da Polícia Civil no Rio de Janeiro

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A Polícia Federal prendeu, nesta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito Márcio Canella e o ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim. Outros quatro policiais civis também foram presos durante a operação, que investiga suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.

A ação corresponde à 8ª fase da Operação Unha e Carne. Com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em Niterói, Angra dos Reis, Búzios, Petrópolis, Nova Iguaçu, São Gonçalo e na capital fluminense.

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro e contava com a participação de agentes públicos e políticos. Os investigadores calculam que a organização tenha movimentado mais de R$ 7 bilhões em seis anos.

Márcio Correia de Oliveira, conhecido como Márcio Canella, é ex-prefeito de Belford Roxo e, conforme a PF, atuaria como articulador de alto escalão da organização. A investigação aponta que ele teria influenciado a indicação de Marcus Amim para a presidência do Detran-RJ e, posteriormente, para a Secretaria de Polícia Civil. Canella foi indiciado por organização criminosa armada e lavagem de capitais.

Marcus Vinicius Amim Fernandes é delegado. De acordo com os investigadores, ele teria usado os cargos ocupados no Detran e no comando da Polícia Civil para proteger o grupo e suas atividades ilegais. No inquérito, ele aparece como sócio oculto de uma empresa investigada.

O inspetor da Polícia Civil Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, é apontado como principal operador de várias unidades da rede de postos. Segundo a apuração, ele receberia antecipadamente agendas sigilosas de fiscalização repassadas por servidores públicos. Pablo responde por organização criminosa armada, corrupção ativa, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis, formação de cartel e lavagem de capitais.

O policial civil José Carlos Alves de Souza Júnior teria atuado na estrutura financeira do grupo, distribuindo recursos entre integrantes da organização e agentes públicos. Já Christiano Gaspar Fernandes, policial civil reintegrado e atual secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo, aparece como sócio oculto de um posto de gasolina ao lado do irmão, Giovanni Gaspar Fernandes. Giovanni também consta como sócio oculto de uma empresa com o irmão.

Na sexta-feira (16), a Polícia Federal informou que apreendeu 20 veículos de luxo, 14 celulares, 49 joias e relógios de alto valor, cerca de R$ 90 mil em dinheiro, além de 33 armas e munições. Também foram recolhidas mídias, aparelhos eletrônicos e documentos.

Em uma cobertura de alto padrão em Camboinhas, em Niterói, os agentes encontraram R$ 40 mil dentro de uma adega.

A defesa de Márcio Canella afirmou, em nota, que confia em Deus e na Justiça e tem certeza de que os fatos serão esclarecidos. O advogado de Marcus Amim informou que aguarda acesso ao cliente e à decisão judicial para se manifestar. As defesas de Christiano e Giovanni disseram ter sido surpreendidas pelas prisões.

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil apoiou a Polícia Federal na operação. Em nota, a corporação declarou que não compactua com desvios de conduta e aplica rigorosamente as medidas administrativas e disciplinares cabíveis diante de indícios de irregularidades. A Polícia Civil também afirmou atuar de forma integrada com outras forças de segurança e órgãos de controle para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.

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