Pleuropneumonia suína afeta produção e aumenta perdas na suinocultura
Imagem: Reprodução
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Pleuropneumonia suína afeta produção e aumenta perdas na suinocultura

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A pleuropneumonia suína representa uma ameaça significativa ao desempenho dos animais e gera perdas silenciosas na suinocultura. Causada pela bactéria Actinobacillus pleuropneumoniae, essa enfermidade se destaca por sua capacidade de provocar desde quadros agudos com alta mortalidade até impactos sutis, mas prejudiciais, que podem passar despercebidos durante o ciclo produtivo.

Os produtores enfrentam um desafio particular com as formas menos evidentes da doença. Mesmo sem sinais clínicos intensos, suínos afetados podem apresentar redução no crescimento e eficiência alimentar, comprometendo diretamente os resultados econômicos das granjas. Essa situação exige uma atenção especial para evitar perdas que não são imediatamente visíveis.

Impactos Econômicos e Produtivos da Pleuropneumonia

Nos casos mais graves, a pleuropneumonia suína se manifesta com dificuldade respiratória, febre e apatia, resultando em queda no consumo de ração e aumento da mortalidade. Entretanto, os quadros crônicos são ainda mais desafiadores, pois os animais continuam no sistema, mas com o pulmão comprometido, utilizando energia para combater a inflamação em vez de direcioná-la ao crescimento.

Essas condições resultam em indicadores de desempenho prejudicados, como ganho médio diário de peso e conversão alimentar. A redução na eficiência produtiva pode impactar diretamente a rentabilidade das granjas, tornando a saúde respiratória um fator estratégico para o sucesso econômico na suinocultura.

Além das perdas na granja, o impacto da pleuropneumonia se estende aos frigoríficos. Lesões pulmonares identificadas durante o abate são sinais de que o animal enfrentou desafios sanitários, resultando em redução do peso de carcaça e eficiência industrial. A cada aumento de 1% no nível de pleurite, pode haver uma perda média de 70 gramas no peso de carcaça por animal.

Controle e Prevenção: A Importância do Monitoramento

A diversidade de sorotipos do Actinobacillus pleuropneumoniae torna o controle da doença ainda mais complexo. A presença de diferentes sorotipos em uma mesma granja exige um acompanhamento sanitário contínuo e estratégias de prevenção adaptadas. Animais recuperados ou portadores crônicos podem ser fontes de disseminação, aumentando a pressão de infecção no sistema produtivo.

Fatores como ventilação inadequada, alta densidade de animais e falhas na biosseguridade favorecem a circulação do agente patogênico. Portanto, um manejo adequado e um ambiente controlado são essenciais para minimizar os riscos e proteger a saúde pulmonar dos suínos.

Por fim, a vacinação se destaca como uma ferramenta importante nos programas sanitários, ajudando a reduzir a intensidade dos desafios e a preservar a saúde dos animais. Com a crescente pressão por eficiência e sustentabilidade, garantir a saúde respiratória dos suínos se tornou uma prioridade para os produtores, refletindo diretamente na rentabilidade e competitividade da cadeia produtiva da carne suína.

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