A Polícia Militar (PM) realizou na madrugada deste domingo, 10 de maio de 2026, a desocupação do saguão da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP). A ação envolveu cerca de 50 policiais e ocorreu após a ocupação do espaço por aproximadamente 150 estudantes desde a última quinta-feira, 7 de maio.
De acordo com a PM, não houve feridos durante a operação. No entanto, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) informou que seis estudantes foram atendidos na UPA Rio Pequeno, com um deles apresentando uma fratura no nariz. O DCE alegou que a polícia utilizou bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e cassetetes durante a desocupação.
Consequências da Ação Policial
Após a desocupação, a PM realizou uma vistoria no local e constatou danos significativos ao patrimônio público. Entre os danos, estavam portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas e a derrubada do portão de acesso. Além disso, a polícia apreendeu entorpecentes e armas brancas, como facas e bastões.
Quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde foi registrado um boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público. Após a qualificação, elas foram liberadas. A PM afirmou que denúncias de excessos durante a operação serão rigorosamente apuradas.
Os estudantes ocupavam a reitoria para reivindicar melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, além de melhorias nas moradias e nos restaurantes universitários. A USP, em nota, lamentou os acontecimentos e afirmou que não foi informada previamente sobre a desocupação.
A universidade destacou que sempre esteve aberta ao diálogo com os estudantes, mas que as negociações chegaram a um limite em razão de reivindicações que não poderiam ser atendidas. A USP reafirmou seu compromisso em manter o direito de ir e vir em todos os espaços da instituição.











