
Lançado em maio de 2025, o VW Tera é a mais recente aposta da alemã no país. Sua missão sempre foi se encaixar no segmento de SUVs de entrada, que foi iniciado pela Fiat com o Pulse, em 2021. E, para isto, apostou em uma nova carroceria, que não compartilha chapas externas com o carro em que se baseia, o Polo, além de um interior novo, com inspiração nos carros da marca vendidos na Europa.
Ainda que dentro da gama Volkswagen haja um modelo abaixo, fica claro quem a marca quer colocar na briga pelos consumidores comuns, sem ser locadoras ou frotistas: o Tera. As apostas estão totalmente voltadas ao seu novo SUV de entrada, que nasceu com a difícil missão de não só vender bem, mas cair no gosto do público como referência em sua categoria, tal como faziam o Gol e o Fusca. Conheça mais de perto agora como é o VW Tera MPI básico (R$ 105.626) por dentro, lembrando que o SUV acaba de ficar mais barato por ter entrado no Programa Carro Sustentável e teve direito a isenção de IPI.
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Fonte: Mario Villaescusa / Motor1.com
Diferente da linha Polo, Virtus e Nivus, a Volkswagen resolveu apostar em um layout completamente novo para o Tera. Bom, parcialmente novo. Afinal, apesar de o painel contar com desenho totalmente diferente do resto da linha, o interior do Tera traz muito de seu primo, o Skoda Kylaq.
A novidade deu frescor ao modelo, e resolve, ao menos em partes, as críticas do público de que os carros da marca costumam ser todos iguais. Mesmo na versão de entrada, 1.0 MPI manual, o cuidado em utilizar materiais e texturas diferentes, ainda que totalmente em plástico duro, é notável.
O painel de instrumentos é do tipo digital, com 8″, a peça que o envolve possui acabamento em preto brilhante, que é acompanhado ainda pelas saídas laterais de ambos os lados e pelas laterais, que ficam abaixo da central multimídia VW Play de 10,1″, que fica em posição elevada, tal qual nos irmãos mais nobres, como T-Cross, Taos e Tiguan.
Nesta versão de entrada, como forma de conter custos, a Volkswagen optou por equipar o SUV com ar-condicionado do tipo manual. Ainda que não seja automatizado, pontos para a marca ao não abandonar os botões físicos: cada função conta com uma peça própria, o que facilita o uso no dia a dia sem que o motorista se distraia em submenus.
Nas portas, o design dos forros de porta também é único, contando com uma faixa em preto brilhante na parte superior, enquanto a área central, onde o braço dos ocupantes dianteiros repousa, conta com tecido cinza. Há ainda vidros elétricos com comandos físicos para todos os ocupantes, além de retrovisores elétricos, na porta do motorista.
Medindo 4,15 metros de comprimento e contando com entre-eixos maior do que o do Pulse (igual ao do Polo e do Nivus, com 2,65 metros), a carroceria com teto mais baixo do Tera acabou privilegiando mais o desenho do que o espaço interno em si.
Assim, carro parece significativamente menor do que realmente é. A largura de 1,77 metros e a altura de 1,50 metros reforçam o visual mais esportivo do modelo, mesmo que o porte ainda lembre mais um hatch elevado.
| Medidas | |
| Comprimento | 4,15 m |
| Largura | 1,77 m |
| Altura | 1,50 m |
| Entre-eixos | 2,56 m |
| Porta-malas | 350 L (VDA) |
Mesmo contando com entre-eixos maior do que o do Pulse e igual ao do Polo e do Nivus, a carroceria com teto mais baixo do Tera acabou privilegiando mais o desenho do que o espaço interno em si. Assim, com 2,56 m de entre-eixos, o carro parece significativamente menor do que isto.
Isso também é reforçado pelos bancos dianteiros, do tipo inteiriços – tais quais os usados nos Polo de entrada – e que deixam o espaço traseiro visualmente menor, com pouco campo de visão do que acontece na dianteira. Por falar no espaço traseiro, os vidros também foram sacrificados pelo visual. Assim, eles não descem totalmente.
VW Tera MPI – porta trecos no console
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com
Apesar de configurado para três passageiros, o conforto é sacrificado quando há um trio presente na parte traseira, especialmente na área central. É no banco traseiro, aliás, que se vê onde estão as maiores simplificações do Tera MPI.
Por ser uma versão com foco no custo e benefício, o Tera MPI abre mão da saída de ar e das tomadas USB para o banco traseiro das configurações mais caras. Em seu lugar, há apenas um pequeno porta-trecos sem tampa, suficiente para abrigar um smartphone médio.
Ironicamente, como o SUV já é fruto de uma nova fase de mais atenção ao interior, a VW não economizou e deu a ele as alças de teto, que não estão presentes em nenhum outro carro feito na MQB A0 no país.
Bancos inteiriços na dianteira atrapalham a visão de quem vai no espaço traseiro
Foto de: Volkswagen
As simplificações continuam nas portas, sem tecidos ou uso de texturas diferenciadas. Pelo menos, há vidros elétricos nas portas, além de um pequeno porta-objetos nos forros. Ele não é grande suficiente para acomodar garrafas, mas pode levar objetos menores. Por fim, os bancos traseiros são do tipo inteiriço, rebatendo apenas o encosto.
Se o espaço interno não é dos melhores quando comparado aos concorrentes, o porta-malas do VW Tera é destaque. Mesmo na configuração de entrada, a alemã não economizou em forros de acabamento.
Há material revestindo todo o espaço, além de uma peça plástica para que as malas não arranhem a carroceria ao serem colocadas no bagageiro. Ele também conta com iluminação ao lado direito. O porta-malas acomoda 350 litros pelo padrão VDA, ficando atrás de rivais como o Renault Kardian (410 litros) e o Fiat Pulse (370 litros), mas mantendo-se competitivo dentro da proposta. A suspensão traseira é do tipo eixo de torção, e o tanque de combustível comporta 49 litros.