O preço do açúcar fechou a primeira semana de junho em queda nas bolsas internacionais, refletindo um cenário de ampla oferta global. A pressão sobre os preços é resultado do aumento da produção nos principais países exportadores, como Brasil e Tailândia, que têm influenciado o comportamento do mercado.
Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto registraram novas perdas na última sexta-feira (5). O vencimento para julho de 2026 fechou a 14,14 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato para outubro de 2026 encerrou a 14,63 centavos, ambos com desvalorização. Essa tendência de queda reforça a percepção de que a oferta mundial de açúcar continua confortável.
Mercado físico brasileiro mantém estabilidade
No mercado físico, o açúcar cristal branco comercializado em São Paulo manteve estabilidade, com o Indicador CEPEA registrando R$ 93,24 por saca de 50 quilos. Apesar da estabilidade diária, o indicador acumula uma valorização de 0,26% desde o início de junho, mostrando um comportamento mais equilibrado em comparação às flutuações das bolsas internacionais.
A crescente produção no Centro-Sul do Brasil, que é a principal região produtora de açúcar do mundo, está ampliando a pressão sobre os preços. A expectativa de maior disponibilidade da commodity, aliada ao aumento das exportações da Tailândia, contribui para a manutenção de preços mais baixos no mercado.
Os produtores devem ficar atentos ao desempenho da safra 2026/27, pois o avanço da moagem pode impactar diretamente suas margens de lucro. A combinação de fatores climáticos e a oferta robusta são determinantes para as expectativas de preços no curto prazo.
Nos próximos dias, o setor precisará monitorar de perto as condições climáticas nas regiões produtoras e o ritmo da produção nos países exportadores. Embora problemas climáticos possam gerar volatilidade pontual, a ampla oferta global continua a ser o principal fator que influencia as cotações do açúcar.











