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Preço do boi gordo recua com pressão de frigoríficos e exportações
Imagem: Reprodução
Agro

Preço do boi gordo recua com pressão de frigoríficos e exportações

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O preço do boi gordo no Brasil recuou, refletindo a pressão dos frigoríficos e incertezas nas exportações para a China. O mercado físico registrou queda nas cotações, com compradores ajustando suas escalas de abate devido ao cenário econômico atual.

Segundo especialistas, a expectativa de que a cota de 1,106 milhão de toneladas destinada ao Brasil seja preenchida até o final de julho tem levado os frigoríficos a reduzir o ritmo de compra. Essa situação pode resultar em férias coletivas em algumas unidades, aumentando a incerteza no fluxo de exportações.

Impacto nas escalas de abate e confinamento

A salvaguarda chinesa continua a ser um fator crítico de volatilidade no mercado pecuário. Com a pressão sobre os preços, o confinamento de gado também perdeu ritmo, resultando em menor ocupação nas propriedades rurais.

Embora a expectativa seja de crescimento na atividade em comparação a 2025, esse aumento deve ser inferior ao inicialmente projetado. O setor está passando por ajustes que afetarão a oferta de animais terminados nos próximos ciclos.

Apesar das dificuldades atuais, há projeções de uma possível recuperação dos preços no último trimestre do ano. Fatores como a retomada da demanda chinesa e a sazonalidade no mercado interno podem contribuir para essa recuperação.

No dia 25 de junho, as cotações do boi gordo apresentaram quedas nas principais praças do país, com São Paulo registrando R$ 340,00/@ e Goiânia R$ 320,00/@. Essas variações refletem a pressão do mercado e a diminuição da demanda.

Além disso, o mercado atacadista da carne bovina também enfrentou desvalorização, com a carne bovina se tornando menos competitiva em relação a outras proteínas, como o frango. Essa situação pode impactar diretamente o consumo e a rentabilidade dos produtores.

As exportações de carne bovina, por outro lado, mostraram crescimento em valor e volume, com um total de US$ 1,220 bilhão em junho. No entanto, a volatilidade do mercado, especialmente em relação à demanda chinesa, continua a ser uma preocupação para o setor.

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