Os preços do feijão no Brasil começaram a desacelerar após um período de forte alta em maio, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A última semana do mês foi marcada por uma redução no interesse dos compradores, o que impactou diretamente as cotações e a dinâmica do mercado.
A retração na demanda se deu após sucessivas valorizações, que levaram os preços do feijão a níveis recordes em várias regiões produtoras. Esse cenário reflete uma postura mais cautelosa dos agentes do mercado, especialmente com a recomposição da oferta em algumas localidades.
Feijão carioca e feijão preto: comportamentos distintos no mercado
O feijão carioca foi o mais afetado pela pressão da oferta, especialmente com a entrada de novos lotes comerciais do Paraná. Essa maior disponibilidade fez com que os compradores adotassem uma postura mais seletiva, limitando novos avanços nos preços.
Por outro lado, o feijão preto mostrou maior resistência, mantendo a valorização. A menor disponibilidade desse produto e a continuidade da demanda em determinados mercados contribuíram para sustentar os preços, que apresentaram um desempenho positivo ao longo de maio.
Maio foi um mês histórico para o mercado de feijão, com recordes de valorização. As cotações do feijão carioca renovaram máximas mensais, enquanto o feijão preto teve uma das mais intensas altas da série histórica, refletindo uma oferta ajustada e uma demanda aquecida.
As perspectivas para o mercado nos próximos dias indicam que a evolução da oferta nas principais regiões produtoras será crucial. A entrada de novos volumes pode influenciar principalmente o feijão carioca, enquanto o feijão preto deve continuar sustentado, caso a oferta permaneça limitada.
Apesar da desaceleração no final de maio, os preços ainda estão em patamares historicamente elevados, o que mantém a atenção de produtores, atacadistas e varejistas em todo o país. A dinâmica do mercado de feijão continua a ser um tema relevante para a economia rural brasileira.











