Após a vitória do Santos por 2 a 1 sobre o São Paulo, nesta sexta-feira, no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro, o presidente Marcelo Teixeira falou sobre a situação financeira do clube e o futuro de Gabigol.
O dirigente confirmou o pagamento de uma parcela dos direitos de imagem atrasados do elenco, mas evitou antecipar uma decisão sobre a renovação do atacante. O contrato de Gabigol com o Santos é válido até o fim da temporada.
Questionado sobre a situação do jogador, Teixeira afirmou que o clube ainda não iniciou conversas com nenhum atleta para tratar de renovação. “Não sei, não conversamos com nenhum atleta sobre contrato. No momento certo nós falamos sobre a renovação”, declarou.
O Santos utilizou parte dos recursos da venda do lateral-direito JP Chermont ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, para quitar uma parcela dos direitos de imagem pendentes. O clube acumulava dois meses de atraso desde o último dia 21 e, com o pagamento, ainda mantém uma mensalidade em aberto.
Segundo Marcelo Teixeira, 70% dos valores da negociação de Chermont serão destinados ao pagamento dos direitos de imagem. O presidente explicou que problemas relacionados à documentação atrasaram o depósito previsto.
“A previsão do depósito era até hoje. O que atrasou foi a questão dos documentos. Mas já deve ter sido pago, já que pagamos parte do direito de imagem. Os valores do Chermont, 70% serão utilizados para os pagamentos de direitos de imagem”, afirmou.
JP Chermont foi negociado pelo Santos com o Sharjah FC depois de defender o Coritiba por empréstimo. A transferência foi fechada por US$ 3,5 milhões, cerca de R$ 18,1 milhões. Desse valor, US$ 2,5 milhões, aproximadamente R$ 12,93 milhões, correspondem à parte fixa do negócio. Outros US$ 1 milhão, cerca de R$ 5,17 milhões, podem ser pagos caso as metas previstas sejam atingidas.
O Coritiba também participa da negociação e tem direito a pouco mais de R$ 2 milhões, cujo repasse ainda é aguardado pelo clube paranaense.
Santos e Coritiba, no entanto, têm entendimentos diferentes sobre as condições do pagamento. O clube paulista considera que o repasse está ligado ao cumprimento de metas previstas na operação, enquanto o Coritiba entende que percentual, prazo e demais condições já estavam definidos no contrato de empréstimo de Chermont.
Com parte dos recursos da transferência destinada aos direitos de imagem, o Santos reduziu de dois meses para um o atraso nos pagamentos ao elenco.











