Anunciado pela Ubisoft durante a Gamescom 2026, Heroes of Might and Magic 3 Remake mantém a história e as principais mecânicas do jogo lançado originalmente em 1999. A prévia realizada a convite da Ubisoft revelou uma experiência com apresentação renovada, mundo detalhado e nível elevado de dificuldade.
O primeiro trecho testado foi o da campanha “The Queen’s Departure”, que acompanha Catherine em seu retorno a Erathia após a morte do pai. Ao chegar, ela descobre que os reinos vizinhos estão em conflito pela disputa de suas terras.
A apresentação da história aparece mais desenvolvida em relação ao título original. Os diálogos foram ampliados e são dublados, embora não tenha sido possível verificar se esse padrão será mantido durante toda a campanha.
O tutorial foi integrado ao início da primeira campanha, o que torna a progressão mais natural. Ele apresenta conceitos básicos, como a movimentação pelo mapa, o deslocamento no campo de batalha, os ataques e o início de novos turnos. No entanto, não explica detalhes mais específicos, como as fórmulas de ataque e defesa e o funcionamento das magias.
Mesmo com experiência em jogos de estratégia, o responsável pelo teste nunca havia jogado o título original. Ao ter mais liberdade para explorar um cenário, encontrou uma dificuldade considerável. Depois da experiência, também testou Heroes of Might and Magic 3 e constatou que as mecânicas do remake são praticamente as mesmas da versão de 1999.
Na campanha e nos cenários, o jogador precisa explorar o mapa em busca de recursos, desenvolver heróis, cidades e exércitos e cumprir objetivos variados. Entre as tarefas estão capturar cidades, derrotar inimigos e realizar diferentes missões. As cidades oferecem estruturas para aprimoramento e recrutamento de novas unidades, enquanto a inteligência artificial tenta expandir territórios e fortalecer suas forças, podendo atacar a qualquer momento.
A exploração acontece em mapas com gráficos tridimensionais considerados bonitos, embora não estejam entre os mais avançados. As estruturas se destacam e funcionam de maneira semelhante às do jogo original. Por isso, é necessário planejar os deslocamentos para evitar o desperdício de um dia no mapa.
Os combates ocorrem em campos divididos por hexágonos e estão entre os elementos mais complexos até que o jogador compreenda seu funcionamento. Cada unidade tem atributos e habilidades próprias e pode atuar em ataques corpo a corpo ou a distância. As barras de vida, porém, foram consideradas confusas, exigindo outro método para avaliar a força dos inimigos.
A inteligência artificial também não perdoa erros e se mostra forte, embora não tenha sido identificado o nível de dificuldade utilizado no teste. A situação pode estar relacionada à falta de experiência com o jogo original, mas representa um desafio especialmente alto para quem está começando na franquia.
Um dos aspectos que mais chamou atenção foi o sistema de heróis. Além do personagem principal, é possível recrutar outros heróis de raças diferentes e com unidades próprias. Os castelos conquistados também podem liberar estruturas capazes de produzir outros tipos de tropas.
A busca por recursos e as decisões sobre enfrentar ou evitar duelos e invadir ou não castelos reforçam a ideia de que cada escolha pode ter consequências. Explorar os mapas, descobrir seus segredos e acompanhar os movimentos dos inimigos se mostrou uma das partes mais divertidas da experiência.
A prévia deixou uma impressão positiva, com uma história envolvente e um mundo mágico cheio de personalidade. A dificuldade pode assustar, mas oferece um nível de desafio compatível com o gênero. Ao mesmo tempo, o remake poderia apresentar mais ousadia para inovar. A fidelidade ao clássico é um ponto forte, mas ainda será necessário observar como o jogo será recebido por quem nunca teve contato com a franquia.











