A produção de feijão no Rio Grande do Sul deve recuar mais de 37% em 2026, conforme apontam dados da Emater/RS-Ascar. A redução significativa na área plantada e na produtividade impacta diretamente a oferta do produto no mercado, o que pode refletir em mudanças nos preços e no abastecimento.
A primeira safra de feijão já foi colhida e apresentou resultados abaixo do esperado. A produtividade média foi revisada para 1.726 quilos por hectare, o que representa uma queda de 3% em relação à estimativa inicial. Além disso, a área cultivada caiu para 23.942 hectares, uma diminuição de 22,3% em comparação à safra anterior.
Impactos na segunda safra e qualidade dos grãos
Embora a colheita da segunda safra tenha avançado, com 85% da área já colhida, a produção continua comprometida. A área cultivada foi reestimada em 9.818 hectares, uma queda de 45,7% em relação ao ano passado. A produtividade média, embora ligeiramente superior à previsão inicial, ainda é insuficiente para recuperar as perdas.
Na região de Ijuí, as geadas durante o ciclo da cultura reduziram o potencial produtivo, resultando em uma média de 1.805 quilos por hectare. Em Soledade, a umidade elevada afetou a qualidade dos grãos, gerando preocupação entre os produtores e compradores.
A combinação de uma área plantada reduzida e condições climáticas adversas indica que o Rio Grande do Sul terá uma oferta de feijão consideravelmente menor em 2026. Isso pode influenciar a dinâmica de preços e o abastecimento no mercado nacional, afetando tanto produtores quanto consumidores.
O desempenho final da segunda safra será crucial para consolidar os números da produção e entender os impactos no mercado. A expectativa é que a colheita seja concluída em breve, mas os efeitos das adversidades climáticas já são visíveis e devem ser monitorados de perto.











