A produtividade da soja no Rio Grande do Sul caiu 14,8% na safra 2025/26, resultado de irregularidades nas chuvas que afetaram o ciclo produtivo. A colheita foi finalizada, e os dados da Emater/RS-Ascar revelam que a média de produção foi de 2.707 quilos por hectare, bem abaixo da expectativa inicial de 3.180 quilos por hectare.
O estado, que ocupa uma posição de destaque na produção nacional de soja, cultivou cerca de 6.697.172 hectares da oleaginosa. A redução na produtividade está diretamente ligada à distribuição irregular das chuvas, que variou significativamente entre as regiões, impactando o enchimento de grãos e o rendimento final das lavouras.
Impacto das chuvas irregulares nas lavouras
A Emater destaca que a variabilidade climática resultou em grandes diferenças de produtividade entre municípios e até mesmo entre propriedades vizinhas. Enquanto algumas áreas receberam chuvas adequadas, outras enfrentaram longos períodos de estiagem, especialmente nas fases críticas do desenvolvimento da soja.
Na região de Ijuí, por exemplo, a colheita revelou disparidades acentuadas. Municípios como Augusto Pestana e Coronel Barros apresentaram os menores rendimentos, enquanto Santa Bárbara do Sul se destacou com uma produtividade média superior a 3.600 quilos por hectare, beneficiada por condições climáticas mais favoráveis.
Desafios climáticos e a produção agrícola
O encerramento da colheita evidencia mais uma safra em que o clima foi um fator determinante para os resultados da soja no estado. As diferenças de produtividade entre as regiões reforçam a vulnerabilidade da agricultura gaúcha aos eventos climáticos extremos.
Esses desafios ressaltam a importância de estratégias de manejo e planejamento, além da adoção de tecnologias que possam mitigar os impactos da variabilidade das chuvas. Para os produtores, a busca por soluções sustentáveis e adaptativas se torna essencial para garantir a rentabilidade e a segurança alimentar na região.











